O trânsito era para ser um problema

Aqui está um post não técnico! Não vou ensinar nada de fotografia dessa vez. O que eu observei hoje na rua enquanto voltava do trabalho foi a capacidade do ser humano de se adaptar e conviver com seus problemas ao invés de tentar resolvê-los (tá bom Rafael, deixa de ser mala, o cara só quer fazer passar o tempo). Enfim, ele não quis saber. Parou o trânsito? Pegou o violão não perdeu tempo; peguei a câmera e cliquei torcendo para que passasse uma moto. Bom fim de semana a todos!

Velocidade: 1/30 seg
Diafragma: ƒ/5.6
ISO: 100
Distância focal: 50mm
Lente: Canon EF 50mm f/1.8 II

O que é DoF?

Você sempre lê na internet ou ouve falarem sobre DoF e não sabe o que é? Calma, você não é minoria. Nesse post eu vou explicar o que é, porque ocorre e depois como fazer bons DoFs, não necessariamente nesta ordem, tá bom?

  1. O que é:
  2. DoF significa Depth of Field, que traduzido para o português é Profundidade de Campo. Quando alguém fala sobre o DoF de uma foto, geralmente essa pessoa está se referindo à linha de foco. Vou tratar os DoFs como curtos e longos. A aplicação que eu gosto de fazer para cada um é a seguinte: um DoF curto serve geralmente para enfatizar um determinado detalhe perante um todo, tirar retratos bonitos (quando falo “retrato”, me refiro a foto de pessoa em um fundo), DoFs longos servem para quando você quer uma foto com definição, tirar foto de uma paisagem e ter tudo nítido, fotos em estúdio geralmente possuem um DoF longo, pois o fotógrafo dispõe de luzes para iluminar o local e conseguir fechar o diafragma (calma, mais abaixo eu vou explicar como fazer) e pode desfocar depois no photoshop. Uma vez que vc tem uma foto com um DoF longo, você pode transformá-la malandramente no photoshop para um DoF curto (isso é papo pra outro post), mas o contrário não é possível. Caso tenha deixado alguma dúvida sobre a explicação disso, favor comentar!

    Foto com o DoF bastante curto, limitado, o fotógrafo quer que você leia aquelas linhas

    Foto com o DoF bastante curto, limitado, provavelmente feito com um f/1.8 -  o fotógrafo quer que você leia aquelas linhas do meio.

  3. Como fazer:
  4. Então. A profundidade de campo de uma foto varia de acordo com uma e somente uma variável - o diafragma. A parada é simples: quanto mais aberto (menor número) -> DoF curto. Quanto mais fechado (maior número) -> DoF longo. Dispondo de uma lente clara você consegue fazer DoFs maravilhosos (vou sempre me referir positivamente a DoFs curtos, pois esse é o padrão estabelecido); a objetiva (mesmo que lente) boa para isso é a 50mm f/1.8 ou f/1.4, com elas você embaça o fundo numa boa!

  5. Porque ocorre (pular essa parte se você não gosta de ótica)?
  6. Se você achou que estava livre das aulas de física do segundo ano, está enganado, poque fotografia é ótica pura. Vamos lá!

    Abra bem os seus olhos, deixe os esbugalhados (odeio essa palavra) e tente enxergar alguma coisa, reparou que tudo embaça? Ok. É a mesma coisa com a lente, é como se o seu olho tivesse um sensor atrás e essa esbugalhada (nossa) que você deu fosse semelhante a um aumento do diafragma!

    Vou tentar explicar de forma textual e vou colocar uma ilustração abaixo para vocês verem do que eu estou falando; Os raios luminosos entram de forma paralela na sua lente, todos juntos de uma vez, quando eles batem na primeira lente da objetiva (uma objetiva é composta por várias lentes, o que chamamos de lente na verdade é a objetiva) os raios começam a convergir, atrás disso tem o diafragma, para limitar a quantidade desses raios convergidos que vão atingir o sensor, quanto mais fechado, menor o ângulo de abertura então os raios já vão fechadinhos e vão se concentrar todos ali certinhos no sensor, quanto mais aberto, maior o ângulo, então os raios chegam e não ficam todos juntinhos quando chegam no sensor, causando assim o foco seletivo. Bom, veja a imagem.

    Em rosa temos os objetos, um na frente do outro. A parada redonda é o diafragma e o quadrado é a foto como vai ficar. Na esquerda temos um diafragma aberto, repare que o ponto vermelho é quem está em foco, como o diafragma está aberto, você só consegue focalizar ou um ou outro, na direita o diafragma está mais fechado, então os raios não chegam tão abertos, já chegam fechadinhos e se encontram ali pra focar todo mundo!

  7. Exemplos
  8. Nada melhor do que ver fotografias novamente após essa parte chata da física! Então vou mostrar abaixo alguns exemplos em foto. Creio que com isso você agora saiba o que é um DoF ou profundidade de campo!

    Com o diafragma bem aberto (f/3 provavelmente) o fotógrafo consegue limitar a zona de foco, tendo mais controle sobre o que quer ou não focalizar (créditos para Jens Dahlin)

    Raise Your Hand

    Utilizando f/2.0 eu consegui colocar o foco na mão da modelo e causar um suave desfoque no corpo da modelo

    DoF

    Mesmo princípio, utilizando f/2.0 fiz o foco no dedo do modelo e bati a foto, com o DoF curto. Para esta foto utilizei uma lente 135mm, vale observar que quanto maior o zoom, mais sensível fica o DoF, naturalmente

    Ponta da mesa

    Esta foi tirada em 300mm, um zoom relativamente alto! Porém, a abertura não foi tão aberta, utilizei f/5.6 - mas porque desfocou tanto, já que o f/ está alto? Porque em 300mm, o DoF fica mais “sensível”

Efeito véu. Como Conseguir?

Boa tarde. Neste post eu dou dicas de como conseguir aquele efeito de água corrente, cascatas e cachoeiras, de maneira que o movimento que a água faz pareca-se com um véu, um fluido branco. Vamos lá, tentarei ser breve. Primeiro explicarei o conceito da coisa e depois como fazer.

O conceito:

  • O movimento dado a foto depende do tempo que você deixa o sensor capturando a imagem. Logo, se você deixar a câmera tirando foto por 5 segundos, você vai captar mais movimento do que se deixar aberta por 1 segundo. Mas se eu deixar aberta por 5 segundos, vai entrar mais luz, vai estourar a foto e vai ficar tudo branco! Ok, é aí que entra o diafragma, que é uma peça que tem dentro das objetivas (lentes) que controlam a quantidade de luz que vai entrar no sensor. Quanto maior for o número, mais fechado, ou seja, menos luz o sensor irá captar; e quanto menor, mais cara a lente, mais luz entrará, então você consegue equilibrar para obter uma fotometria ideal entre o tempo de exposição e a abertura do diafragma (também chamado de f-stop). O diafragma é aquele número que vem depois do f/. Bom, para mais informações sobre diafragma, clique aqui.
  • Como queremos dar movimento à imagem, devemos utilizar um tempo de exposição um pouquinho maior do que utilizamos geralmente para uma foto não tremer, e a escolha desse tempo depende da velocidade que a água esteja correndo, o ideal é que você tire algumas fotos e veja no LCD (use o zoom do preview do LCD) para ver se deve dar mais “fluideza” ou congelar mais o movimento da água (porque fluideza demais pode deixar a foto tremida), mexendo assim na velocidade.

O local:

  1. O ideal é que não se tenha nem muita e nem pouca luz, nem muita porque iremos utilizar uma exposição um pouco maior, então se ficarmos captando luz por muito tempo com muita luz, a foto tende a ficar branca e por isso temos que fechar demais o diafragma, o que é bom até certo ponto, pois fechar demais o diafragma mostra com clareza as sujeiras do sensor. E nem pouca luz porque senão temos que ficar expondo por muito tempo e pode sair tremido, e falta de luz também sempre é chato. Portanto julgo um dia nublado como ideal;
  2. Escolha um enquadramento onde a água caia e bata nas pedras, pois assim há um acúmulo de água espumada que na alta exposição fica branco (um estourado sob controle), e isso geralmente as pessoas gostam de ver. Não se esqueça das pedras!! Se a água estiver batendo em pedras, faça a composição de um ângulo um pouco de cima para que possa se ver a água batendo nestas pedras (aliás aprendi isso em um FotoDesafio do Clube FotoRio).

A câmera e suas configurações e o que fazer (parte do post que interessa):

  1. ISO100;
  2. Tripé;
  3. Tripé;
  4. Um cabo disparador e uma caipirinha são boas companhias pode te ajudar;
  5. Modo Tv (ou seja, a câmera ajusta o diafragma em função do tempo que você colocar para que a fotometria fique no ponto onde você escolher), você vai colocar o tempo de 1/10 e ver como vai sair a foto, se ficar congelada é porque a água está devagar, aumente o tempo (lembre-se que quando se trata de número fracionário, quanto maior o denominador, menor o número), caso fique suavizado demais diminua o tempo. Minha recomendação é fazer com 1/10 e ajustar depois, mas com o tempo você pega a manha e fala: “ah-háá, essa água tá correndo num tempo ótimo de 1/5, artemanhas da fotografia que seu cérebro vai aprendendo);
  6. Caso não esteja com tripé, evite ficar tirando fotos na maior distância focal de sua lente. Ou seja, se sua lente for 18-55, bata em 18, aproxime-se. Se for 70-200, bata em 70. Pois isso vai lhe ajudar a não deixar a foto tremida;
  7. Não se preocupe com o diafragma, visto que você está usando Tv, apenas coloque o fotômetro no zero, faça a medição de luz em um ponto onde você julga heterogêneo (em termos de luminosidade), faça o foco e a foto;
  8. Bater no Manual neste caso dá quase no mesmo que bater no Tv, se você quiser fazer ajustes finos, bata uma foto no Tv, dê uma roubada e veja o que a câmera fez, a partir daí use seu conhecimento para chegar no resultado que quiser;
  9. Conforme meu amigo André citou nos comentários, um filtrinho de densidade neutra ou ND, ou talvez um polarizador podem ajudar a sub-expor sem fechar o diafragma.

Você vai ver, depois que bater a foto e olhar no LCD, vai ficar surpreso! Espero ter ajudado!

Efeito Véu

Velocidade: 1/5 seg
Diafragma: ƒ/20
ISO: 100
Distância focal: 38mm
Lente: Canon 28-135mm f/3.5-5.6 USM

Paraty em Foco 2008

E finalizou-se hoje o Festival Internacional de Fotografia que aconteceu em Paraty. Eu estive lá e afirmo: vale a pena ir! Nem que seja só para tirar fotos.

Os workshops foram muito bons (não assisti nenhum, mas quem assistiu disse que valeu muito a pena). Para quem quer ir ano que vem, fica a dica porque vale muito a pena!

Para ver as fotos que eu tirei por lá, clique aqui, você será levado ao Set do Flickr!

Fora o festival, tudo foi muito maravilhoso, inclusive as companhias com quem eu Fui. Nena e Márcia!

E a surpresa que eu disse que ia ter aconteceu, quem foi lá no Café Kingston na quinta-feira (11/08) viu a projeção que eu preparei utilizando 3 fotos em PB e uma música do Pink Floyd, clique aqui para assistir.

Ótima dica para ficar por dentro que tudo que rolou agora, clique aqui e acesse o blog do festival, muito bom!

Disposição para fazer o que se ama

6:00 AM de domingo e eu acordando para ir com um grupo de 40 pessoas e 2 modelos fazer saída fotográfica.

Tem que ser muito apaixonado por fotografia mesmo! Mas aposto que vai valer a pena! Vamos lá!!

Fotos da Lua como você sempre quis

Olá, bom dia de terça feira a todos! Esse post pretende dizer dicas legais para tirar fotos da Lua como você sempre quis.

Dependemos exclusivamente de nosso Astro para o sucesso, talvez aí esteja a maior dificuldade em conseguir fotos legais. Não é sempre que dá pra tirar fotos da Lua, pois ela precisa estar de uma certa forma “preparada” para as fotos. Eu fiz umas tentativas no domingo de madrugada e com o decorrer das fotos fui tomando nota dos detalhes mais importantes e da configuração ideal.

A parte da Lua:

  1. Lua cheia é mais fácil, quanto maior o tamanho dela e mais perto, melhor; obviamente;
  2. Se ela estiver muito brilhante, vai ser mais fácil fazer as fotos, mas não vai sair com muitos detalhes. Portanto: nem muito clara e nem muito escura;
  3. Sem nuvens na frente ou com nuvens, tente explorar cada uma das situações, lembre-se, não existe condição não favorável, sua imaginação está aí pra isso, use-a;
  4. Mesmo assim, o que eu quero dizer com esses 3 itens é justamente o que eu disse no primeiro parágrafo, ou seja, não é sempre que dá para fazer as fotos.

A sua parte:

  1. Tenha paciência, se estiver sem tripé tire fotos no modo burst;
  2. Um tripé é recomendado, mas dá para fazer boas fotos sem ele;
  3. Utilize a lente com maior distância focal que você tiver (óbvio né).

A parte da câmera (agora é que são elas..):

  1. ISO100 ou ISO200, evite passar disso para não granular a textura da superfície da Lua;
  2. Diafragma fechado, f/16 ou f/22 (por isso eu recomendo o uso do tripé), o diafragma fechado vai garantir os detalhes;
  3. Estando estes 2 parâmetros fixados, mexa no tempo de exposição e veja o resultado, é um pouco de tentativa e erro mesmo no início; você não tem parâmetro de comparação nenhum porque o fotômetro não irá ajudar muito, pois existe um breu e uma claridade muito forte, então quando ele fizer a média, não vai acertar 100%. O que você pode fazer é configurar o fotômetro para Spot, de forma que ele não faça a média por um todo, mas mesmo assim aconselho a não guiar-se muito pelo fotômetro;
  4. Coloque para bater em RAW.

A parte da pós produção (Lightroom e Photoshop, porque a Lua merece - agora é que são elas, parte II):

  1. Caso o céu não tenha saído preto, adicione um pouco de blacks, pois isso irá facilitar todo o trabalho de manipulação, tornando os elementos céu e Lua mais simples;
  2. Dê uma esquentada nos tons da foto, a Lua um pouco amarelada é sempre mais bonita (pelo menos na minha opinião!), exceto que você queira transmitir uma imagem muito natural;
  3. Fora isso, não mexa muito, mas sinta-se a vontade para fazer ajustes no contraste e no brilho, tomando cuidado para que o céu não deixe de ser preto;
  4. Como muitas objetivas causarem aberrações cromáticas nas arestas dos objetos, é válido que se corrija isso no Photoshop: você vai pegar a ferramenta seleção e fazer uma seleção certinha em volta da bola da Lua, depois vai no menu Selection > Contract e vai mandar contrarir 3px, em seguida vai inverter a seleção (Select > Invert) e apertar del para apagar tudo em volta! Certifique-se de que o background-color esteja preto. Entendeu? Caso não tenha entendido escreva nos comments para que eu faça de maneira ilustrada. Isso faz com que a borda da Lua fique limpa, sem blur e os malditos serrilhados!
  5. Caso seja de seu interesse, você pode pegar esta mesma seleção, inverter de volta, expandir 3px (estou fazendo o caminho inverso), fazer um novo layer da Lua (Layer > New Layer Via Cut) e adicionar um drop shadow de leve para dar a impressão de que a Lua está com uma áurea em volta dela, com uma transparência bem alta (cores sugeridas: laranja, vermelho, e o que sua imaginação permitir).

Bom, acabei. Estas são minhas observações e o trabalho que fiz com a foto abaixo, o resultado deste post é exatamente esse. Usei uma lente horrível da Tamron de 300mm que me deu uma aberração cromática absurda, corrigi no Photoshop com esses artifícios. Espero que gostem do post, provavelmente o próximo post será sobre carros.

Velocidade: 1/80 seg
Diafragma: ƒ/16
ISO: 100
Distância focal: 300mm
Lente: Tamron 70-300 ƒ/4-5.6

Paraty em Foco

Ah sim! Não posso esquecer de falar isso.

Todos vocês já devem saber: do dia 10 ao dia 14 de Setembro vai rolar o Paraty em Foco, um festival internacional de fotografia com muito conteúdo interessante e muitas pessoas legais! Para mais informações acesse o site do Festival.

E eu tenho uma surpresa, que se for confirmada eu digo aqui!

Sumiço

Sorry dudes! Eu ando meio sumido ultimamente e não tenho postado no blog né? O último post faz quase 1 mês. Mas vou colocar as coisas em dia assim que puder. São 3 os motivos, férias na faculdade, muito trabalho e World of Warcraft. Mas voltarei em breve!

Fotografando festas infantis

Olá, boa sexta-feira a todos! Nesse post eu pretendo dar umas dicas para conseguir fotos legais de festas de crianças. Um assunto muito fácil de fazer. Festas infantis são eventos muito legais de serem fotografados pelo fato de que o fotógrafo se sente confortável no ambiente porque simplesmente as crianças o ignoram (eu julgo isso de maneira positiva, pois abre mais chance de você colocar sua cabeça para imaginar fotos mais legais, mas isso depende muito da mamãe do aniversariante). Se for em uma casa de festas daquelas que tem vários brinquedos então melhor ainda, pois sempre há mini cachorro quente, salgadinhos, pipoca, etc. iluminação abundante, fundos para fazer as composições mais fantásticas, movimentos de ação e cenários temáticos.

Agora a melhor parte: as crianças nunca saem ruins nas fotos, sempre saem espontâneas e você não precisa perder tempo retocando rosto depois porque simplesmente não há o que retocar.

Pronto! Consegui fazer com que você pense que fotografia de festa de criança é fácil? Que bom, porque este é o primeiro passo para enfrentarmos este DESAFIO: achar que é fácil.

Agora eu já posso falar: as crianças são rápidas, muitas delas não param quietas, querem aproveitar intensamente todos os minutos da festa, o(a) aniversariante (pessoa mais importante da festa) está pouco ligando para seu trabalho e ainda corre de um lado para o outro. O pior: você vai acabar ficando mais suado que ele(a), acredite.

Então como conseguir fotos boas com seu equipamento pesado e sensível neste pandemônio? Bom, não sei, mas creio que as dicas abaixo devam lhe ajudar bastante.

  • Iluminação:
  1. Como todo bom fotógrafo de festas, você possui um refletor de 1000 watts e vai levá-lo para tirar fotos perto da mesa do bolo e utilizar como luz de preenchimento para tirar fotos das pessoas nas mesas;
  2. Cuidado com a lâmpada amarela no refletor, se possível use lâmpada branca (é um pouco mais cara mas vale a pena), digo isso porque nas casas de festas as cores são muito vivas e tendem a puxar para tons amarelados naturalmente;
  3. C u i d a d o  com seu tripé e a lâmpada fervendo, não fique trocando o tripé de posição toda hora, afixe-o em um local e deixe-o lá a festa inteira, pois você não vai querer uma criança se machucando por causa de um tropeção no fio ou encostando a mãozinha na lâmpada;
  4. Para evitar isso, leve fita crepe e prenda o fio no chão, não economize fita;
  5. Se você não tiver um refletor, utilize seu flash difuso (recomendo o Lightsphere Cloud III, do GaryFong) na força +1 1/2 ou +2.
  • Momentos e clicks:
  1. Existem alguns momentos mágicos nas festas de crianças, você vai conseguir as melhores fotos nas horas em que as crianças não perceberão que você está por perto, para isso leve lente zoom para não chegar muito perto, mas também não leve uma 70-200, o ideal é uma 18-55mm ou 28-135mm; aproveite quando a festa está em 3/4 de duração para fazer estas fotos porque as crianças estão atônitas a esta hora;
  2. Ajoelhe-se, deite no chão, brinque com as crianças, “pague mico”, não fique atrás de sua câmera o tempo todo, faça amizade com o palhaço/mágico (isso é muito importante), esta talvez seja a dica crucial do tópico: tire as fotos na altura dos olhos das crianças, se ela estiver com os pais do lado, procure uma altura mediana ou peça para os pais abaixarem, nunca tire fotos de cima para baixo, a estrela da foto é a criança, e não os pais dela;
  3. Se a festa tiver piscina de bolas, você é um felizardo. Entre lá dentro com a lente mais grande angular e faça excelentes fotos, procure aumentar o ISO um pouco nesta hora, pois geralmente as piscinas de bolas são escuras e quando você disparar o flash, vai ficar com um aspecto muito contrastado de escuro/claro, de forma que só o que seje iluminado pelo seu flash vai aparecer claro, o resto aparecerá preto, cuidado para uma bola não acertar sua lente;
  4. A estrela é o aniversariante, mas não se esqueça dos pais, eles gostam de fotos artísticas de seus filhos, mas também querem ter fotos documentais para guardar de recordação (tradicional), para isso, aproveite a hora em que a criança não está suada/suja e tire logo as fotos com os pais, faça isso no início, no meio e no fim da festa;
  5. Hora do parabéns: irão ter várias crianças ao redor da mesa (convidados) e estas dificilmente também se importam com o seu trabalho; mas você deve ficar de frente para o aniversariante, do outro lado da mesa, na primeira fileira, elas irão lhe respeitar;
  6. Falando em parabéns, lembrei de bolo, e em seguida lembrei de docinhos então aqui vai a dica: faça as fotos dos docinhos e da mesa antes de mais nada!! Verifique se há forminha sem docinho e retire-as (quem nunca pegou um docinho antes da hora que atire a primeira!);
  7. Procure ir em dupla, um fotografa o tema principal e documental e o outro faz fotos artísticas e tentativas que se forem fracassadas não está tudo perdido (fotógrafo backup).
  • Cuidados:
  1. A fumaça: muitas festas de crianças possuem aquela fumaça branca, aquilo além de engordurar e umidecer sua lente, faz um caos nas suas fotos. Leve um paninho mágico (aqueles de limpar óculos) consigo para checar se a lente está limpinha;
  2. Cuidado com o ISO baixo, pois você pode precisar fazer uma foto rápida por conta dos movimentos das crianças e acabar não conseguindo porque o ISO estava baixo e você teve que aumentar o tempo para a foto não ficar escura;
  3. Crianças não gostam de fotos embaçadas, mais um motivo para aumentar um pouco o ISO;
  • Pós-manipulação:
  1. Explore o cut-out (técnica de tirar todas as cores de uma foto, exceto uma), utilize o filtro radial blur do photoshop em um layer em volta do assunto principal, sempre cai muito bem;
  2. Apague as fotos mais tremidas;
  3. Utilize as fotos que você fez em modo burst, faça alguma coisa com elas, coloque uma ao lado da outra, faca um painel, enfim: explore isso;
  4. Evite fotos em preto e branco, porque crianças não gostam e quem tem que gostar do trabalho são elas, e não os pais (na minha opinião [é claro que uma criança de 2 anos... enfim, você entendeu]), então use bastante cores, sature muito pouco algumas das fotos.

Bom, espero ter lhe ajudado bastante com este post, pois aí vão as dicas que eu mais utilizo quando estou fotografando este tipo de evento. Caso eu tenha esquecido de alguma coisa, falem nos comentários. Obrigado pela leitura e bom fim de semana para você!

Como fazer fotos de raios e fogos?

Um post dedicado ao meu amigo Alexandre, que disse que vai fazer fotos de raios essa noite! Muito sugestivo para a metereologia de hoje. Pois após lê-lo, você vai esperar a noite chegar, pegar seu tripé e ficar na varanda da sua casa esperando um raio lhe torrar por causa do metal do tripé os raios aparecerem, ou então esperar a LDU ganhar novamente do Fluminense para tirar fotos dos fogos que os flamenguistas irão soltar (como eu estou engraçado hoje, nem te conto).

É o seguinte, o que acontece com a maioria das pessoas quando vão fazer fotos de assuntos que estão se mexendo muito rápido? Elas ficam nervosas, por ficarem assim elas colocam uma velocidade alta para bater as fotos e tentam clicar no momento em que o raio cai ou os fogos sobem, pois elas sentem mais confiança em velocidades mais altas. Acaba saindo tudo ruim, movimentos congelados, foto sem vida e dificilmente conseguem clicar na hora certa, então geralmente não sai nada na foto. O que você deve fazer é exatamente o oposto: com calma, você deve colocar a câmera no tripé, e deixar que a alta exposição faça o trabalho para você.

Então aqui vai a dica. Vou procurar ser breve:

  1. Tripé; sem tripé, nem pensar;
  2. Procure um bom lugar onde caia bastante raio (longe, de preferencia) ou onde os fogos estão subindo;
  3. A maioria dos raios, do contrário que se pensa, caem de lado, por isso você deve utilizar enquadramento horizontal e não dar muito zoom onde está caindo os raios;
  4. Geralmente o céu fica roxo quando o raio cai, um filtro polarizador pode te ajudar a manter a escuridão do céu;
  5. ISO400;
  6. Abertura do diafragma: f/11. Mas eu aprendi que quanto mais escuro, menor a abertura, pq vc tá falando pra usar f/11? Porque você vai deixar a câmera por um bom tempo expondo, veja o número 7;
  7. Tempo de exposição: você vai ajustar o tempo de exposição para que o fotômetro fique em menos 2 pontos, aponte o ponto central do viewfinder para a escuridão do céu para fazer a medição, pois quando o raio/fogos “chegar”, ele vai dar uma clareada ideal para que o breve tempo em que ele emita luz, o fotômetro fique no zero. Para isso coloque a câmera em movo Av (Canon) e pré-ajuste o fotômetro para -2, e a câmera calcula o tempo para você;
  8. Com o tripé posicionado e essas configurações, basta clicar e aguardar, clicar e aguardar, clicar e aguardar, clicar e aguardar, óbvio que sempre com consciência do que você está fazendo, deixe que os fogos façam a foto por você!

Para fogos, deve-se ressaltar duas dicas muito importantes!

  1. Você deve estudar quanto tempo em média um foguete demora desde o lançamento até ele apagar, feito isso, faça essa contagem mental e configure esse tempo na câmera e fotografe o próximo foguete. Os resultados serão surpreendentes porque você pegará exatamente o tempo do início ao fim, sinta-se a vontade para usar o modo BULB para isso;
  2. Cuidado com a fumaça, ela é sua inimiga, portanto pense rápido e mantenha a câmera preparada antes do foguetório começar!

A foto abaixo foi tirada na inauguração da árvore da Lagoa, em 2007. Cheguei lá cedo, armei o tripé e esperei, fiz a contagem de quanto tempo demorava pra subir o foguete anterior e ajustei o tempo.

Coloful explosions over the starring piece!

Velocidade: 8 seg
Diafragma: ƒ/22
ISO: 400
Distância focal: 18mm
Lente: EF18-55mm ƒ/3.5-5.6 (Kit)

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