Como eu fiz a foto que foi publicada no blog do Mílton Jung

Olá amigos, sei que estou sumido, mas voltarei em breve com novos posts! =)

Acabei de receber um mail confirmando para que eu visse em seu blog a publicação de um post com uma foto minha. Jornalista, âncora do programa CBN São Paulo e autor dos livros “Conte Sua História de São Paulo” e “Jornalismo de Rádio, Mílton Jung é um profissional dos melhores, são poucos os que extendem essa integração com a população e fazem jornalismo de verdade. Parabéns Mílton! Clique aqui para ver o post no blog do Mílton.


Meu trabalho publicado no blog

Como isso é um blog sobre fotografia, por que não falar sobre a foto? Clique aqui para vê-la no Flickr! Vou explicar o que eu fiz para chegar nesse resultado. E antecipo logo o segredo: essa foto foi tirada com uma lente sigma fisheye 8mm (exatamente esta da foto abaixo), são objetivas que abrangem um ângulo de 180 graus, e por isso, é um pouco mais difícil fazer a fotometria correta, pois como “cabe” muita coisa dentro da foto, todo tipo de luz é captado, desde a luz entrando em uma janela aberta até a sombra que o armário colado na parede deixa. Então para fotografias externas, é recomendado o uso do HDR, eu prometo que vou explicar sobre isso mais a frente, mas a grosso modo, consiste em bater 3 fotos com o assunto idêntico, cada uma com uma exposição (uma mais escura, outra normal e outra mais clara), e utilizar softwares como o Photomatix, o próprio Photoshop ou outros para mesclar as 3 e obter a fotometria ideal de cada disparo, (esses softwares são realmente fantásicos e fazem um bom trabalho), tornando-os em uma única foto com a fotometria perfeita, e assim o fiz, bati 3 fotos normais, feias, depois joguei no Photomatix e ficou essa maravilha! Não quero falar muito sobre HDR agora porque é um assunto muito legal e se eu começar a escrever sobre vou acabar perdendo o foco do post, que é falar sobre a publicação e a foto!

Mas e o céu? O céu atingiu essa cor com a ajuda de um software de uma tal de Adobe chamado Photoshop, não sei se vocês conhecem (meu senso de humor me anima na madrugada tendo que trabalhar no dia seguinte de manhã, sabe?).

Enfim, eu gosto de usar a olho de peixe para mostrar ambientes, fotos de arquitetura e para fazer coisas just for fun, pois deixa a cara das pessoas com uma distorção divertidíssima! =D


Lente que utilizei para fazer a foto do palácio do planalto, sigma fisheye ex-dg 8mm f/3.5

Carnaval 2009 - diário de um fotojornalista.

Esse ano fui novamente registrar o carnaval de rua no RJ. Dessa vez fui pra Santa Tereza, no bloco Céu na Terra; eu, minha namorada e algumas pessoas do CFRJ.

O horário de saída do bloco não é divulgado, o local também não; mas mesmo assim estava cheio de foliões cariocas prontos para a farra para pular carnaval na muvuca e no Sol até sabe-se lá que horas. Afinal, é carnaval! Todos esquecem de seus problemas e saem para se divertir!

Muita gente, uma ótima energia ao redor, tudo no clima de festa, o bloco estava realmente muito legal. Então eu e Nena começamos a fazer as fotos; até que comecei a me lembrar das fotos que tirei no ano passado quando cobri Gigantes da Lira e Banda de Ipanema (dois blocos de rua comuns aqui no RJ também). As pessoas fantasiadas, fazendo pose, óculos e adereços engraçados, enfim, espírito carnavalesco que provavelmente me renderiam meia dúzia de risadas que eu visse as fotos alguns meses depois. Porém, conforme fui tirando as fotos, identifiquei um padrão igual ao do ano passado e reparei que se eu continuasse fazendo aquilo, só iria ter mais do mesmo; ou seja: ia chegar em casa, descarregar as fotos e ia meio que esquecê-las, eu não ia sair com nenhum trabalho refinado daquilo, nenhum trabalho que pudesse me fazer enxergar o carnaval de outra maneira a não ser a maneira convencional.

Eis então que encontro a cena perfeita. Uma mãe vendendo cerveja no carrinho com o isopor, e seus dois filhos na calçada brincando com um balde de gelo, então pensei: mas é CLARO!! Vou pegar o CONTRASTE disso! De um lado, as pessoas se divertindo no espírito carnavalesco, de outro a realidade do Brasil, a pobreza. Então fui para o outro lado da calçada, queria pegar pessoas fantasiadas e a criança brincando; até que me bateu uma outra idéia: interagir com as crianças, começei a dar tchau para elas e vi que elas começaram a responder, foi quando comecei a fazer as fotos. Fiquei realmente muito satisfeito com o resultado que tive. Uma imagem vale mais do que mil palavras.

Não fui para lá com esta intenção, fui com a intenção de praticar fotografia, no free-style mesmo; mas fica aqui registrado o que aprendi: procure sempre explorar os pontos não óbvios, os elementos que estão ali e ninguém repara, fique atento para a informação que uma cena quer dizer, componha uma cena, provoque uma situação onde gere algum tipo de informação, expressão; se você tiver a sorte como eu tive, da cena “cair” nos seus braços, aproveite e faça muitos clics, enxergue aquilo como informação. Os melhores clics são feitos quando você menos espera.

Bom carnaval para todos, e abram os olhos!

Twitter

Fiz um twitter, quem quiser me seguir basta me adicionar: twitter.com/bobeirasa

Como importar presets no Lightroom?

No tópico 1 eu vou ensinar a importar uma preset por vez, no 2 eu explico como importar um monte delas de uma só vez, ok? Esse post ainda tem uma cereja no sundae, que é um pacotinho de presets, veja o final do post, no tópico 3! =)

É uma tarefa fácil, mas as as vezes nós perdemos muito tempo nas coisas fáceis são complicadas porque não nos focamos no óbvio. Aqui vai o pequeno tutorial :)

  1. Antes de mais nada: falou em Presets, vá para o modo Develop. Para importar as presets, você precisa ter pelo menos uma pasta criada por você, pois o Lr é blasé não permite que você importe para a pasta dele. Então faça a seguinte operação (muito difícil para criar uma pasta - é, hoje eu tô com muito saco pra fazer esses screenshots):


  2. Mas se você pegou um pacote de presets na internet e quer colocar todas elas dentro do seu Lightroom de uma só vez, você deve abrir a pasta das Presets e jogar tudo lá dentro, para achar a pasta onde ficam as Presets você deve ir nas preferências do Lightroom (não uso Windows, mas presumo que seja File > Preferences ou algo do tipo, como no Mac), então ir até a aba Presets e clicar no botão Show Lightroom Presets Folder, então o Windows Explorer (ou Finder para quem usa Mac) irá lhe mostrar a pasta do Lightroom, para atingir as presets, abra a subpasta Develop Presets e é só jogar tudo lá dentro, tá ilustrado abaixo, caso tenha alguma dúvida, comente que eu respondo lhe ajudando!
  3. Pacote de presets: Estou disponibilizando aqui algumas presets para você começar a brincar e ver como o Lightroom é legal! Está tudo no arquivo ZIP, lembre-se que você deve descompactá-lo antes de colocar na pasta Develop Presets:

Bom, é isso! Espero que todos tenham um bom fim de semana! :)

Fotômetro e Metering Mode

Bom dia! Neste post falarei um pouco mais de técnica, explicando pra que serve o fotômetro, como utilizar o metering mode de sua câmera e também como juntar os dois elementos para obter uma melhor fotometria! Não consigo explicar por completo a funcionalidade de um fotômetro sem falar em metering mode. Nunca encontrei nenhum texto que falasse sobre como esses dois elementos trabalham juntos, portanto vamos ao que interessa.

Vou explicar o fotômetro primeiro: dentro de todas as DSLR, existe um dispositivo capaz de medir a quantidade de luz que está entrando; ele tem uma escala que varia de -2 a +2 e o ideal se encontra obviamente no meio, o zero. Ele trabalha automaticamente em conjunto com outros 3 fatores, são eles: ISO, velocidade do obturador e diafragma, portanto quando você ajusta qualquer um deles, o fotômetro vai se adaptar as novas configurações e refazer a medição. O fotômetro deve ser a última coisa a ser vista antes de bater a foto (claro que contando com seu bom senso de não colocar ISO100 de noite ou ISO3200 de dia, caso você faça isso, o fotômetro irá piscar no -2 dizendo que a foto vai ficar muito escura ou no +2 dizendo que vai estourar; respectivamente). Portanto, posso comparar o fotômetro aos instrumentos de navegação de um avião comercial de grande porte: dá para voar sem eles, mas é praticamente impossivel! =p


O fotômetro interno de uma câmera reflex tem esse aspecto, quando está no 0, é porque a fotometria está ideal.

Ok. Entendi, o fotômetro mede a quantidade de luz que vai entrar no sensor quando a foto bater. Epa, epa, mas perai! Como ele faz pra saber isso? Eu preciso ter mais controle dessas coisas! Ele faz a média das luzes? Como ele chega em um resultado único? Como ele vai saber se tem muita luz ou pouca luz?

CALMA! Pra isso existe o Metering Mode!  *plin*

O metering mode é o que vai determinar a área de atuação do seu fotômetro, é onde ele vai trabalhar. Nas câmeras da Canon, existem 3 modos de metering mode, são eles (acho que é isso):

  • Spot: faz a medição para o fotômetro de acordo com o centro do frame, ideal para fotografar objetos únicos na foto como jóias e esse tipo de coisa, pois ele vai te dizer se a luz tá boa ou não só ali no meio;
  • Center: é o que eu mais gosto e sempre uso, ele diz a quantidade de luz necessária para uma fotometria ideal nas redondezas do ponto central da foto, mas não vai muito além do centro;
  • Evaluative: é o mais usado, pois ele faz a média entre todos os pontos do viewfinder para chegar a um resultado. Mais recomendado para fotos de paisagem, pois se estiver muito escuro em um ponto e mais claro no outro, ele vai fazer o máximo que der para que os dois pontos saiam medianos na foto.

Para saber como trocar o metering mode, consulte o manual da sua câmera. Aliás eu sempre recomendo que você leia o manual da sua câmera por completo para dominar todas as funções!

Boa semana a todos!

Como ter uma luz natural perfeita?

Simples, acorde cedo e vá a praia. Fotografe entre 5:30 e 7:30 AM. A luz do Sol a essa hora é perfeita, no pôr-do-sol você também consegue, mas não fica a mesma coisa.

É, quem te disse que fotografia é coisa de boêmio? Acorda cedo, está aí a dica. Repara na luz da foto.

*prontofalei*

Velocidade: 1/160 seg
Diafragma: ƒ/2.5
ISO: 320
Distância focal: 135mm
Lente: Canon 135mm f/2 L

O trânsito era para ser um problema

Aqui está um post não técnico! Não vou ensinar nada de fotografia dessa vez. O que eu observei hoje na rua enquanto voltava do trabalho foi a capacidade do ser humano de se adaptar e conviver com seus problemas ao invés de tentar resolvê-los (tá bom Rafael, deixa de ser mala, o cara só quer fazer passar o tempo). Enfim, ele não quis saber. Parou o trânsito? Pegou o violão não perdeu tempo; peguei a câmera e cliquei torcendo para que passasse uma moto. Bom fim de semana a todos!

Velocidade: 1/30 seg
Diafragma: ƒ/5.6
ISO: 100
Distância focal: 50mm
Lente: Canon EF 50mm f/1.8 II

O que é DoF?

Você sempre lê na internet ou ouve falarem sobre DoF e não sabe o que é? Calma, você não é minoria. Nesse post eu vou explicar o que é, porque ocorre e depois como fazer bons DoFs, não necessariamente nesta ordem, tá bom?

  1. O que é:
  2. DoF significa Depth of Field, que traduzido para o português é Profundidade de Campo. Quando alguém fala sobre o DoF de uma foto, geralmente essa pessoa está se referindo à linha de foco. Vou tratar os DoFs como curtos e longos. A aplicação que eu gosto de fazer para cada um é a seguinte: um DoF curto serve geralmente para enfatizar um determinado detalhe perante um todo, tirar retratos bonitos (quando falo “retrato”, me refiro a foto de pessoa em um fundo), DoFs longos servem para quando você quer uma foto com definição, tirar foto de uma paisagem e ter tudo nítido, fotos em estúdio geralmente possuem um DoF longo, pois o fotógrafo dispõe de luzes para iluminar o local e conseguir fechar o diafragma (calma, mais abaixo eu vou explicar como fazer) e pode desfocar depois no photoshop. Uma vez que vc tem uma foto com um DoF longo, você pode transformá-la malandramente no photoshop para um DoF curto (isso é papo pra outro post), mas o contrário não é possível. Caso tenha deixado alguma dúvida sobre a explicação disso, favor comentar!

    Foto com o DoF bastante curto, limitado, o fotógrafo quer que você leia aquelas linhas

    Foto com o DoF bastante curto, limitado, provavelmente feito com um f/1.8 -  o fotógrafo quer que você leia aquelas linhas do meio.

  3. Como fazer:
  4. Então. A profundidade de campo de uma foto varia de acordo com uma e somente uma variável - o diafragma. A parada é simples: quanto mais aberto (menor número) -> DoF curto. Quanto mais fechado (maior número) -> DoF longo. Dispondo de uma lente clara você consegue fazer DoFs maravilhosos (vou sempre me referir positivamente a DoFs curtos, pois esse é o padrão estabelecido); a objetiva (mesmo que lente) boa para isso é a 50mm f/1.8 ou f/1.4, com elas você embaça o fundo numa boa!

  5. Porque ocorre (pular essa parte se você não gosta de ótica)?
  6. Se você achou que estava livre das aulas de física do segundo ano, está enganado, poque fotografia é ótica pura. Vamos lá!

    Abra bem os seus olhos, deixe os esbugalhados (odeio essa palavra) e tente enxergar alguma coisa, reparou que tudo embaça? Ok. É a mesma coisa com a lente, é como se o seu olho tivesse um sensor atrás e essa esbugalhada (nossa) que você deu fosse semelhante a um aumento do diafragma!

    Vou tentar explicar de forma textual e vou colocar uma ilustração abaixo para vocês verem do que eu estou falando; Os raios luminosos entram de forma paralela na sua lente, todos juntos de uma vez, quando eles batem na primeira lente da objetiva (uma objetiva é composta por várias lentes, o que chamamos de lente na verdade é a objetiva) os raios começam a convergir, atrás disso tem o diafragma, para limitar a quantidade desses raios convergidos que vão atingir o sensor, quanto mais fechado, menor o ângulo de abertura então os raios já vão fechadinhos e vão se concentrar todos ali certinhos no sensor, quanto mais aberto, maior o ângulo, então os raios chegam e não ficam todos juntinhos quando chegam no sensor, causando assim o foco seletivo. Bom, veja a imagem.

    Em rosa temos os objetos, um na frente do outro. A parada redonda é o diafragma e o quadrado é a foto como vai ficar. Na esquerda temos um diafragma aberto, repare que o ponto vermelho é quem está em foco, como o diafragma está aberto, você só consegue focalizar ou um ou outro, na direita o diafragma está mais fechado, então os raios não chegam tão abertos, já chegam fechadinhos e se encontram ali pra focar todo mundo!

  7. Exemplos
  8. Nada melhor do que ver fotografias novamente após essa parte chata da física! Então vou mostrar abaixo alguns exemplos em foto. Creio que com isso você agora saiba o que é um DoF ou profundidade de campo!

    Com o diafragma bem aberto (f/3 provavelmente) o fotógrafo consegue limitar a zona de foco, tendo mais controle sobre o que quer ou não focalizar (créditos para Jens Dahlin)

    Raise Your Hand

    Utilizando f/2.0 eu consegui colocar o foco na mão da modelo e causar um suave desfoque no corpo da modelo

    DoF

    Mesmo princípio, utilizando f/2.0 fiz o foco no dedo do modelo e bati a foto, com o DoF curto. Para esta foto utilizei uma lente 135mm, vale observar que quanto maior o zoom, mais sensível fica o DoF, naturalmente

    Ponta da mesa

    Esta foi tirada em 300mm, um zoom relativamente alto! Porém, a abertura não foi tão aberta, utilizei f/5.6 - mas porque desfocou tanto, já que o f/ está alto? Porque em 300mm, o DoF fica mais “sensível”

Efeito véu. Como Conseguir?

Boa tarde. Neste post eu dou dicas de como conseguir aquele efeito de água corrente, cascatas e cachoeiras, de maneira que o movimento que a água faz pareca-se com um véu, um fluido branco. Vamos lá, tentarei ser breve. Primeiro explicarei o conceito da coisa e depois como fazer.

O conceito:

  • O movimento dado a foto depende do tempo que você deixa o sensor capturando a imagem. Logo, se você deixar a câmera tirando foto por 5 segundos, você vai captar mais movimento do que se deixar aberta por 1 segundo. Mas se eu deixar aberta por 5 segundos, vai entrar mais luz, vai estourar a foto e vai ficar tudo branco! Ok, é aí que entra o diafragma, que é uma peça que tem dentro das objetivas (lentes) que controlam a quantidade de luz que vai entrar no sensor. Quanto maior for o número, mais fechado, ou seja, menos luz o sensor irá captar; e quanto menor, mais cara a lente, mais luz entrará, então você consegue equilibrar para obter uma fotometria ideal entre o tempo de exposição e a abertura do diafragma (também chamado de f-stop). O diafragma é aquele número que vem depois do f/. Bom, para mais informações sobre diafragma, clique aqui.
  • Como queremos dar movimento à imagem, devemos utilizar um tempo de exposição um pouquinho maior do que utilizamos geralmente para uma foto não tremer, e a escolha desse tempo depende da velocidade que a água esteja correndo, o ideal é que você tire algumas fotos e veja no LCD (use o zoom do preview do LCD) para ver se deve dar mais “fluideza” ou congelar mais o movimento da água (porque fluideza demais pode deixar a foto tremida), mexendo assim na velocidade.

O local:

  1. O ideal é que não se tenha nem muita e nem pouca luz, nem muita porque iremos utilizar uma exposição um pouco maior, então se ficarmos captando luz por muito tempo com muita luz, a foto tende a ficar branca e por isso temos que fechar demais o diafragma, o que é bom até certo ponto, pois fechar demais o diafragma mostra com clareza as sujeiras do sensor. E nem pouca luz porque senão temos que ficar expondo por muito tempo e pode sair tremido, e falta de luz também sempre é chato. Portanto julgo um dia nublado como ideal;
  2. Escolha um enquadramento onde a água caia e bata nas pedras, pois assim há um acúmulo de água espumada que na alta exposição fica branco (um estourado sob controle), e isso geralmente as pessoas gostam de ver. Não se esqueça das pedras!! Se a água estiver batendo em pedras, faça a composição de um ângulo um pouco de cima para que possa se ver a água batendo nestas pedras (aliás aprendi isso em um FotoDesafio do Clube FotoRio).

A câmera e suas configurações e o que fazer (parte do post que interessa):

  1. ISO100;
  2. Tripé;
  3. Tripé;
  4. Um cabo disparador e uma caipirinha são boas companhias pode te ajudar;
  5. Modo Tv (ou seja, a câmera ajusta o diafragma em função do tempo que você colocar para que a fotometria fique no ponto onde você escolher), você vai colocar o tempo de 1/10 e ver como vai sair a foto, se ficar congelada é porque a água está devagar, aumente o tempo (lembre-se que quando se trata de número fracionário, quanto maior o denominador, menor o número), caso fique suavizado demais diminua o tempo. Minha recomendação é fazer com 1/10 e ajustar depois, mas com o tempo você pega a manha e fala: “ah-háá, essa água tá correndo num tempo ótimo de 1/5, artemanhas da fotografia que seu cérebro vai aprendendo);
  6. Caso não esteja com tripé, evite ficar tirando fotos na maior distância focal de sua lente. Ou seja, se sua lente for 18-55, bata em 18, aproxime-se. Se for 70-200, bata em 70. Pois isso vai lhe ajudar a não deixar a foto tremida;
  7. Não se preocupe com o diafragma, visto que você está usando Tv, apenas coloque o fotômetro no zero, faça a medição de luz em um ponto onde você julga heterogêneo (em termos de luminosidade), faça o foco e a foto;
  8. Bater no Manual neste caso dá quase no mesmo que bater no Tv, se você quiser fazer ajustes finos, bata uma foto no Tv, dê uma roubada e veja o que a câmera fez, a partir daí use seu conhecimento para chegar no resultado que quiser;
  9. Conforme meu amigo André citou nos comentários, um filtrinho de densidade neutra ou ND, ou talvez um polarizador podem ajudar a sub-expor sem fechar o diafragma.

Você vai ver, depois que bater a foto e olhar no LCD, vai ficar surpreso! Espero ter ajudado!

Efeito Véu

Velocidade: 1/5 seg
Diafragma: ƒ/20
ISO: 100
Distância focal: 38mm
Lente: Canon 28-135mm f/3.5-5.6 USM

Paraty em Foco 2008

E finalizou-se hoje o Festival Internacional de Fotografia que aconteceu em Paraty. Eu estive lá e afirmo: vale a pena ir! Nem que seja só para tirar fotos.

Os workshops foram muito bons (não assisti nenhum, mas quem assistiu disse que valeu muito a pena). Para quem quer ir ano que vem, fica a dica porque vale muito a pena!

Para ver as fotos que eu tirei por lá, clique aqui, você será levado ao Set do Flickr!

Fora o festival, tudo foi muito maravilhoso, inclusive as companhias com quem eu Fui. Nena e Márcia!

E a surpresa que eu disse que ia ter aconteceu, quem foi lá no Café Kingston na quinta-feira (11/08) viu a projeção que eu preparei utilizando 3 fotos em PB e uma música do Pink Floyd, clique aqui para assistir.

Ótima dica para ficar por dentro que tudo que rolou agora, clique aqui e acesse o blog do festival, muito bom!

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