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O que é DoF?

Você sempre lê na internet ou ouve falarem sobre DoF e não sabe o que é? Calma, você não é minoria. Nesse post eu vou explicar o que é, porque ocorre e depois como fazer bons DoFs, não necessariamente nesta ordem, tá bom?

  1. O que é:
  2. DoF significa Depth of Field, que traduzido para o português é Profundidade de Campo. Quando alguém fala sobre o DoF de uma foto, geralmente essa pessoa está se referindo à linha de foco. Vou tratar os DoFs como curtos e longos. A aplicação que eu gosto de fazer para cada um é a seguinte: um DoF curto serve geralmente para enfatizar um determinado detalhe perante um todo, tirar retratos bonitos (quando falo “retrato”, me refiro a foto de pessoa em um fundo), DoFs longos servem para quando você quer uma foto com definição, tirar foto de uma paisagem e ter tudo nítido, fotos em estúdio geralmente possuem um DoF longo, pois o fotógrafo dispõe de luzes para iluminar o local e conseguir fechar o diafragma (calma, mais abaixo eu vou explicar como fazer) e pode desfocar depois no photoshop. Uma vez que vc tem uma foto com um DoF longo, você pode transformá-la malandramente no photoshop para um DoF curto (isso é papo pra outro post), mas o contrário não é possível. Caso tenha deixado alguma dúvida sobre a explicação disso, favor comentar!

    Foto com o DoF bastante curto, limitado, o fotógrafo quer que você leia aquelas linhas

    Foto com o DoF bastante curto, limitado, provavelmente feito com um f/1.8 -  o fotógrafo quer que você leia aquelas linhas do meio.

  3. Como fazer:
  4. Então. A profundidade de campo de uma foto varia de acordo com uma e somente uma variável - o diafragma. A parada é simples: quanto mais aberto (menor número) -> DoF curto. Quanto mais fechado (maior número) -> DoF longo. Dispondo de uma lente clara você consegue fazer DoFs maravilhosos (vou sempre me referir positivamente a DoFs curtos, pois esse é o padrão estabelecido); a objetiva (mesmo que lente) boa para isso é a 50mm f/1.8 ou f/1.4, com elas você embaça o fundo numa boa!

  5. Porque ocorre (pular essa parte se você não gosta de ótica)?
  6. Se você achou que estava livre das aulas de física do segundo ano, está enganado, poque fotografia é ótica pura. Vamos lá!

    Abra bem os seus olhos, deixe os esbugalhados (odeio essa palavra) e tente enxergar alguma coisa, reparou que tudo embaça? Ok. É a mesma coisa com a lente, é como se o seu olho tivesse um sensor atrás e essa esbugalhada (nossa) que você deu fosse semelhante a um aumento do diafragma!

    Vou tentar explicar de forma textual e vou colocar uma ilustração abaixo para vocês verem do que eu estou falando; Os raios luminosos entram de forma paralela na sua lente, todos juntos de uma vez, quando eles batem na primeira lente da objetiva (uma objetiva é composta por várias lentes, o que chamamos de lente na verdade é a objetiva) os raios começam a convergir, atrás disso tem o diafragma, para limitar a quantidade desses raios convergidos que vão atingir o sensor, quanto mais fechado, menor o ângulo de abertura então os raios já vão fechadinhos e vão se concentrar todos ali certinhos no sensor, quanto mais aberto, maior o ângulo, então os raios chegam e não ficam todos juntinhos quando chegam no sensor, causando assim o foco seletivo. Bom, veja a imagem.

    Em rosa temos os objetos, um na frente do outro. A parada redonda é o diafragma e o quadrado é a foto como vai ficar. Na esquerda temos um diafragma aberto, repare que o ponto vermelho é quem está em foco, como o diafragma está aberto, você só consegue focalizar ou um ou outro, na direita o diafragma está mais fechado, então os raios não chegam tão abertos, já chegam fechadinhos e se encontram ali pra focar todo mundo!

  7. Exemplos
  8. Nada melhor do que ver fotografias novamente após essa parte chata da física! Então vou mostrar abaixo alguns exemplos em foto. Creio que com isso você agora saiba o que é um DoF ou profundidade de campo!

    Com o diafragma bem aberto (f/3 provavelmente) o fotógrafo consegue limitar a zona de foco, tendo mais controle sobre o que quer ou não focalizar (créditos para Jens Dahlin)

    Raise Your Hand

    Utilizando f/2.0 eu consegui colocar o foco na mão da modelo e causar um suave desfoque no corpo da modelo

    DoF

    Mesmo princípio, utilizando f/2.0 fiz o foco no dedo do modelo e bati a foto, com o DoF curto. Para esta foto utilizei uma lente 135mm, vale observar que quanto maior o zoom, mais sensível fica o DoF, naturalmente

    Ponta da mesa

    Esta foi tirada em 300mm, um zoom relativamente alto! Porém, a abertura não foi tão aberta, utilizei f/5.6 - mas porque desfocou tanto, já que o f/ está alto? Porque em 300mm, o DoF fica mais “sensível”

Efeito véu. Como Conseguir?

Boa tarde. Neste post eu dou dicas de como conseguir aquele efeito de água corrente, cascatas e cachoeiras, de maneira que o movimento que a água faz pareca-se com um véu, um fluido branco. Vamos lá, tentarei ser breve. Primeiro explicarei o conceito da coisa e depois como fazer.

O conceito:

  • O movimento dado a foto depende do tempo que você deixa o sensor capturando a imagem. Logo, se você deixar a câmera tirando foto por 5 segundos, você vai captar mais movimento do que se deixar aberta por 1 segundo. Mas se eu deixar aberta por 5 segundos, vai entrar mais luz, vai estourar a foto e vai ficar tudo branco! Ok, é aí que entra o diafragma, que é uma peça que tem dentro das objetivas (lentes) que controlam a quantidade de luz que vai entrar no sensor. Quanto maior for o número, mais fechado, ou seja, menos luz o sensor irá captar; e quanto menor, mais cara a lente, mais luz entrará, então você consegue equilibrar para obter uma fotometria ideal entre o tempo de exposição e a abertura do diafragma (também chamado de f-stop). O diafragma é aquele número que vem depois do f/. Bom, para mais informações sobre diafragma, clique aqui.
  • Como queremos dar movimento à imagem, devemos utilizar um tempo de exposição um pouquinho maior do que utilizamos geralmente para uma foto não tremer, e a escolha desse tempo depende da velocidade que a água esteja correndo, o ideal é que você tire algumas fotos e veja no LCD (use o zoom do preview do LCD) para ver se deve dar mais “fluideza” ou congelar mais o movimento da água (porque fluideza demais pode deixar a foto tremida), mexendo assim na velocidade.

O local:

  1. O ideal é que não se tenha nem muita e nem pouca luz, nem muita porque iremos utilizar uma exposição um pouco maior, então se ficarmos captando luz por muito tempo com muita luz, a foto tende a ficar branca e por isso temos que fechar demais o diafragma, o que é bom até certo ponto, pois fechar demais o diafragma mostra com clareza as sujeiras do sensor. E nem pouca luz porque senão temos que ficar expondo por muito tempo e pode sair tremido, e falta de luz também sempre é chato. Portanto julgo um dia nublado como ideal;
  2. Escolha um enquadramento onde a água caia e bata nas pedras, pois assim há um acúmulo de água espumada que na alta exposição fica branco (um estourado sob controle), e isso geralmente as pessoas gostam de ver. Não se esqueça das pedras!! Se a água estiver batendo em pedras, faça a composição de um ângulo um pouco de cima para que possa se ver a água batendo nestas pedras (aliás aprendi isso em um FotoDesafio do Clube FotoRio).

A câmera e suas configurações e o que fazer (parte do post que interessa):

  1. ISO100;
  2. Tripé;
  3. Tripé;
  4. Um cabo disparador e uma caipirinha são boas companhias pode te ajudar;
  5. Modo Tv (ou seja, a câmera ajusta o diafragma em função do tempo que você colocar para que a fotometria fique no ponto onde você escolher), você vai colocar o tempo de 1/10 e ver como vai sair a foto, se ficar congelada é porque a água está devagar, aumente o tempo (lembre-se que quando se trata de número fracionário, quanto maior o denominador, menor o número), caso fique suavizado demais diminua o tempo. Minha recomendação é fazer com 1/10 e ajustar depois, mas com o tempo você pega a manha e fala: “ah-háá, essa água tá correndo num tempo ótimo de 1/5, artemanhas da fotografia que seu cérebro vai aprendendo);
  6. Caso não esteja com tripé, evite ficar tirando fotos na maior distância focal de sua lente. Ou seja, se sua lente for 18-55, bata em 18, aproxime-se. Se for 70-200, bata em 70. Pois isso vai lhe ajudar a não deixar a foto tremida;
  7. Não se preocupe com o diafragma, visto que você está usando Tv, apenas coloque o fotômetro no zero, faça a medição de luz em um ponto onde você julga heterogêneo (em termos de luminosidade), faça o foco e a foto;
  8. Bater no Manual neste caso dá quase no mesmo que bater no Tv, se você quiser fazer ajustes finos, bata uma foto no Tv, dê uma roubada e veja o que a câmera fez, a partir daí use seu conhecimento para chegar no resultado que quiser;
  9. Conforme meu amigo André citou nos comentários, um filtrinho de densidade neutra ou ND, ou talvez um polarizador podem ajudar a sub-expor sem fechar o diafragma.

Você vai ver, depois que bater a foto e olhar no LCD, vai ficar surpreso! Espero ter ajudado!

Efeito Véu

Velocidade: 1/5 seg
Diafragma: ƒ/20
ISO: 100
Distância focal: 38mm
Lente: Canon 28-135mm f/3.5-5.6 USM

Fotos da Lua como você sempre quis

Olá, bom dia de terça feira a todos! Esse post pretende dizer dicas legais para tirar fotos da Lua como você sempre quis.

Dependemos exclusivamente de nosso Astro para o sucesso, talvez aí esteja a maior dificuldade em conseguir fotos legais. Não é sempre que dá pra tirar fotos da Lua, pois ela precisa estar de uma certa forma “preparada” para as fotos. Eu fiz umas tentativas no domingo de madrugada e com o decorrer das fotos fui tomando nota dos detalhes mais importantes e da configuração ideal.

A parte da Lua:

  1. Lua cheia é mais fácil, quanto maior o tamanho dela e mais perto, melhor; obviamente;
  2. Se ela estiver muito brilhante, vai ser mais fácil fazer as fotos, mas não vai sair com muitos detalhes. Portanto: nem muito clara e nem muito escura;
  3. Sem nuvens na frente ou com nuvens, tente explorar cada uma das situações, lembre-se, não existe condição não favorável, sua imaginação está aí pra isso, use-a;
  4. Mesmo assim, o que eu quero dizer com esses 3 itens é justamente o que eu disse no primeiro parágrafo, ou seja, não é sempre que dá para fazer as fotos.

A sua parte:

  1. Tenha paciência, se estiver sem tripé tire fotos no modo burst;
  2. Um tripé é recomendado, mas dá para fazer boas fotos sem ele;
  3. Utilize a lente com maior distância focal que você tiver (óbvio né).

A parte da câmera (agora é que são elas..):

  1. ISO100 ou ISO200, evite passar disso para não granular a textura da superfície da Lua;
  2. Diafragma fechado, f/16 ou f/22 (por isso eu recomendo o uso do tripé), o diafragma fechado vai garantir os detalhes;
  3. Estando estes 2 parâmetros fixados, mexa no tempo de exposição e veja o resultado, é um pouco de tentativa e erro mesmo no início; você não tem parâmetro de comparação nenhum porque o fotômetro não irá ajudar muito, pois existe um breu e uma claridade muito forte, então quando ele fizer a média, não vai acertar 100%. O que você pode fazer é configurar o fotômetro para Spot, de forma que ele não faça a média por um todo, mas mesmo assim aconselho a não guiar-se muito pelo fotômetro;
  4. Coloque para bater em RAW.

A parte da pós produção (Lightroom e Photoshop, porque a Lua merece - agora é que são elas, parte II):

  1. Caso o céu não tenha saído preto, adicione um pouco de blacks, pois isso irá facilitar todo o trabalho de manipulação, tornando os elementos céu e Lua mais simples;
  2. Dê uma esquentada nos tons da foto, a Lua um pouco amarelada é sempre mais bonita (pelo menos na minha opinião!), exceto que você queira transmitir uma imagem muito natural;
  3. Fora isso, não mexa muito, mas sinta-se a vontade para fazer ajustes no contraste e no brilho, tomando cuidado para que o céu não deixe de ser preto;
  4. Como muitas objetivas causarem aberrações cromáticas nas arestas dos objetos, é válido que se corrija isso no Photoshop: você vai pegar a ferramenta seleção e fazer uma seleção certinha em volta da bola da Lua, depois vai no menu Selection > Contract e vai mandar contrarir 3px, em seguida vai inverter a seleção (Select > Invert) e apertar del para apagar tudo em volta! Certifique-se de que o background-color esteja preto. Entendeu? Caso não tenha entendido escreva nos comments para que eu faça de maneira ilustrada. Isso faz com que a borda da Lua fique limpa, sem blur e os malditos serrilhados!
  5. Caso seja de seu interesse, você pode pegar esta mesma seleção, inverter de volta, expandir 3px (estou fazendo o caminho inverso), fazer um novo layer da Lua (Layer > New Layer Via Cut) e adicionar um drop shadow de leve para dar a impressão de que a Lua está com uma áurea em volta dela, com uma transparência bem alta (cores sugeridas: laranja, vermelho, e o que sua imaginação permitir).

Bom, acabei. Estas são minhas observações e o trabalho que fiz com a foto abaixo, o resultado deste post é exatamente esse. Usei uma lente horrível da Tamron de 300mm que me deu uma aberração cromática absurda, corrigi no Photoshop com esses artifícios. Espero que gostem do post, provavelmente o próximo post será sobre carros.

Velocidade: 1/80 seg
Diafragma: ƒ/16
ISO: 100
Distância focal: 300mm
Lente: Tamron 70-300 ƒ/4-5.6

Fotografando festas infantis

Olá, boa sexta-feira a todos! Nesse post eu pretendo dar umas dicas para conseguir fotos legais de festas de crianças. Um assunto muito fácil de fazer. Festas infantis são eventos muito legais de serem fotografados pelo fato de que o fotógrafo se sente confortável no ambiente porque simplesmente as crianças o ignoram (eu julgo isso de maneira positiva, pois abre mais chance de você colocar sua cabeça para imaginar fotos mais legais, mas isso depende muito da mamãe do aniversariante). Se for em uma casa de festas daquelas que tem vários brinquedos então melhor ainda, pois sempre há mini cachorro quente, salgadinhos, pipoca, etc. iluminação abundante, fundos para fazer as composições mais fantásticas, movimentos de ação e cenários temáticos.

Agora a melhor parte: as crianças nunca saem ruins nas fotos, sempre saem espontâneas e você não precisa perder tempo retocando rosto depois porque simplesmente não há o que retocar.

Pronto! Consegui fazer com que você pense que fotografia de festa de criança é fácil? Que bom, porque este é o primeiro passo para enfrentarmos este DESAFIO: achar que é fácil.

Agora eu já posso falar: as crianças são rápidas, muitas delas não param quietas, querem aproveitar intensamente todos os minutos da festa, o(a) aniversariante (pessoa mais importante da festa) está pouco ligando para seu trabalho e ainda corre de um lado para o outro. O pior: você vai acabar ficando mais suado que ele(a), acredite.

Então como conseguir fotos boas com seu equipamento pesado e sensível neste pandemônio? Bom, não sei, mas creio que as dicas abaixo devam lhe ajudar bastante.

  • Iluminação:
  1. Como todo bom fotógrafo de festas, você possui um refletor de 1000 watts e vai levá-lo para tirar fotos perto da mesa do bolo e utilizar como luz de preenchimento para tirar fotos das pessoas nas mesas;
  2. Cuidado com a lâmpada amarela no refletor, se possível use lâmpada branca (é um pouco mais cara mas vale a pena), digo isso porque nas casas de festas as cores são muito vivas e tendem a puxar para tons amarelados naturalmente;
  3. C u i d a d o  com seu tripé e a lâmpada fervendo, não fique trocando o tripé de posição toda hora, afixe-o em um local e deixe-o lá a festa inteira, pois você não vai querer uma criança se machucando por causa de um tropeção no fio ou encostando a mãozinha na lâmpada;
  4. Para evitar isso, leve fita crepe e prenda o fio no chão, não economize fita;
  5. Se você não tiver um refletor, utilize seu flash difuso (recomendo o Lightsphere Cloud III, do GaryFong) na força +1 1/2 ou +2.
  • Momentos e clicks:
  1. Existem alguns momentos mágicos nas festas de crianças, você vai conseguir as melhores fotos nas horas em que as crianças não perceberão que você está por perto, para isso leve lente zoom para não chegar muito perto, mas também não leve uma 70-200, o ideal é uma 18-55mm ou 28-135mm; aproveite quando a festa está em 3/4 de duração para fazer estas fotos porque as crianças estão atônitas a esta hora;
  2. Ajoelhe-se, deite no chão, brinque com as crianças, “pague mico”, não fique atrás de sua câmera o tempo todo, faça amizade com o palhaço/mágico (isso é muito importante), esta talvez seja a dica crucial do tópico: tire as fotos na altura dos olhos das crianças, se ela estiver com os pais do lado, procure uma altura mediana ou peça para os pais abaixarem, nunca tire fotos de cima para baixo, a estrela da foto é a criança, e não os pais dela;
  3. Se a festa tiver piscina de bolas, você é um felizardo. Entre lá dentro com a lente mais grande angular e faça excelentes fotos, procure aumentar o ISO um pouco nesta hora, pois geralmente as piscinas de bolas são escuras e quando você disparar o flash, vai ficar com um aspecto muito contrastado de escuro/claro, de forma que só o que seje iluminado pelo seu flash vai aparecer claro, o resto aparecerá preto, cuidado para uma bola não acertar sua lente;
  4. A estrela é o aniversariante, mas não se esqueça dos pais, eles gostam de fotos artísticas de seus filhos, mas também querem ter fotos documentais para guardar de recordação (tradicional), para isso, aproveite a hora em que a criança não está suada/suja e tire logo as fotos com os pais, faça isso no início, no meio e no fim da festa;
  5. Hora do parabéns: irão ter várias crianças ao redor da mesa (convidados) e estas dificilmente também se importam com o seu trabalho; mas você deve ficar de frente para o aniversariante, do outro lado da mesa, na primeira fileira, elas irão lhe respeitar;
  6. Falando em parabéns, lembrei de bolo, e em seguida lembrei de docinhos então aqui vai a dica: faça as fotos dos docinhos e da mesa antes de mais nada!! Verifique se há forminha sem docinho e retire-as (quem nunca pegou um docinho antes da hora que atire a primeira!);
  7. Procure ir em dupla, um fotografa o tema principal e documental e o outro faz fotos artísticas e tentativas que se forem fracassadas não está tudo perdido (fotógrafo backup).
  • Cuidados:
  1. A fumaça: muitas festas de crianças possuem aquela fumaça branca, aquilo além de engordurar e umidecer sua lente, faz um caos nas suas fotos. Leve um paninho mágico (aqueles de limpar óculos) consigo para checar se a lente está limpinha;
  2. Cuidado com o ISO baixo, pois você pode precisar fazer uma foto rápida por conta dos movimentos das crianças e acabar não conseguindo porque o ISO estava baixo e você teve que aumentar o tempo para a foto não ficar escura;
  3. Crianças não gostam de fotos embaçadas, mais um motivo para aumentar um pouco o ISO;
  • Pós-manipulação:
  1. Explore o cut-out (técnica de tirar todas as cores de uma foto, exceto uma), utilize o filtro radial blur do photoshop em um layer em volta do assunto principal, sempre cai muito bem;
  2. Apague as fotos mais tremidas;
  3. Utilize as fotos que você fez em modo burst, faça alguma coisa com elas, coloque uma ao lado da outra, faca um painel, enfim: explore isso;
  4. Evite fotos em preto e branco, porque crianças não gostam e quem tem que gostar do trabalho são elas, e não os pais (na minha opinião [é claro que uma criança de 2 anos... enfim, você entendeu]), então use bastante cores, sature muito pouco algumas das fotos.

Bom, espero ter lhe ajudado bastante com este post, pois aí vão as dicas que eu mais utilizo quando estou fotografando este tipo de evento. Caso eu tenha esquecido de alguma coisa, falem nos comentários. Obrigado pela leitura e bom fim de semana para você!

Como fazer fotos de raios e fogos?

Um post dedicado ao meu amigo Alexandre, que disse que vai fazer fotos de raios essa noite! Muito sugestivo para a metereologia de hoje. Pois após lê-lo, você vai esperar a noite chegar, pegar seu tripé e ficar na varanda da sua casa esperando um raio lhe torrar por causa do metal do tripé os raios aparecerem, ou então esperar a LDU ganhar novamente do Fluminense para tirar fotos dos fogos que os flamenguistas irão soltar (como eu estou engraçado hoje, nem te conto).

É o seguinte, o que acontece com a maioria das pessoas quando vão fazer fotos de assuntos que estão se mexendo muito rápido? Elas ficam nervosas, por ficarem assim elas colocam uma velocidade alta para bater as fotos e tentam clicar no momento em que o raio cai ou os fogos sobem, pois elas sentem mais confiança em velocidades mais altas. Acaba saindo tudo ruim, movimentos congelados, foto sem vida e dificilmente conseguem clicar na hora certa, então geralmente não sai nada na foto. O que você deve fazer é exatamente o oposto: com calma, você deve colocar a câmera no tripé, e deixar que a alta exposição faça o trabalho para você.

Então aqui vai a dica. Vou procurar ser breve:

  1. Tripé; sem tripé, nem pensar;
  2. Procure um bom lugar onde caia bastante raio (longe, de preferencia) ou onde os fogos estão subindo;
  3. A maioria dos raios, do contrário que se pensa, caem de lado, por isso você deve utilizar enquadramento horizontal e não dar muito zoom onde está caindo os raios;
  4. Geralmente o céu fica roxo quando o raio cai, um filtro polarizador pode te ajudar a manter a escuridão do céu;
  5. ISO400;
  6. Abertura do diafragma: f/11. Mas eu aprendi que quanto mais escuro, menor a abertura, pq vc tá falando pra usar f/11? Porque você vai deixar a câmera por um bom tempo expondo, veja o número 7;
  7. Tempo de exposição: você vai ajustar o tempo de exposição para que o fotômetro fique em menos 2 pontos, aponte o ponto central do viewfinder para a escuridão do céu para fazer a medição, pois quando o raio/fogos “chegar”, ele vai dar uma clareada ideal para que o breve tempo em que ele emita luz, o fotômetro fique no zero. Para isso coloque a câmera em movo Av (Canon) e pré-ajuste o fotômetro para -2, e a câmera calcula o tempo para você;
  8. Com o tripé posicionado e essas configurações, basta clicar e aguardar, clicar e aguardar, clicar e aguardar, clicar e aguardar, óbvio que sempre com consciência do que você está fazendo, deixe que os fogos façam a foto por você!

Para fogos, deve-se ressaltar duas dicas muito importantes!

  1. Você deve estudar quanto tempo em média um foguete demora desde o lançamento até ele apagar, feito isso, faça essa contagem mental e configure esse tempo na câmera e fotografe o próximo foguete. Os resultados serão surpreendentes porque você pegará exatamente o tempo do início ao fim, sinta-se a vontade para usar o modo BULB para isso;
  2. Cuidado com a fumaça, ela é sua inimiga, portanto pense rápido e mantenha a câmera preparada antes do foguetório começar!

A foto abaixo foi tirada na inauguração da árvore da Lagoa, em 2007. Cheguei lá cedo, armei o tripé e esperei, fiz a contagem de quanto tempo demorava pra subir o foguete anterior e ajustei o tempo.

Coloful explosions over the starring piece!

Velocidade: 8 seg
Diafragma: ƒ/22
ISO: 400
Distância focal: 18mm
Lente: EF18-55mm ƒ/3.5-5.6 (Kit)

Enquadramento: Regra dos Terços

Um simples enquadramento bem feito pode salvar uma foto! E nesse post eu darei dicas de como enquadrar legal sem ajuda da polícia, utilizando a regra dos terços (nossa, alguém entendeu a piadinha da polícia? Que coisa mais sem tosca, hahaha).

Enfim, a regra dos terços é simples, não peça para explicar o porque do resultado sai melhor, simplesmente faça e você verá a diferença, acredite, ela envolve uma coisa chamada proporção áurea, mas isso é papo para outro post - vou tentar definir uma relação entre os dois fatores).

Em suma: Regra dos Terços é uma técnica utilizada para se obter melhores resultados. Para utilizá-la deve-se dividir a fotografia em 9 quadros, traçando 2 linhas horizontais e duas verticais imaginárias, e posicionando nos pontos de cruzamento o assunto que se deseja destacar para se obter uma foto equilibrada, geralmente em retratos são os olhos das pessoas. Os olhos também são o local onde você deve focar para obter uma profundidade de campo legal quando utiliza diafragmas mais abertos (não há uma opinião unânime sobre onde focar, mas empiricamente os melhores resultados são quando se foca nos olhos)

Entendeu a regra dos terços? Vê a imagem abaixo que fica mais fácil! Repare que o centro da árvore está no nó inferior direito, e a linha do horizonte está alinhada também, você consegue resultados mais homogêneos.

Depois de ler esse post, faça os testes. Tire uma foto de uma pessoa e enquadre-a no centro da foto, depois faça um crop, ou tire outra foto colocando a região entre os olhos da pessoa no ponto superior direito ou esquerdo da foto (isso fnciona muito bem para enquadramentos verticais). Aliás, eu adoro enquadramentos verticais e a maioria das minhas fotos recebem esse tipo de enquadramento!

Outra dica legal quando for fazer um retrato, é dar uma pequena entortada no ângulo, junte os dois e você terá uma outra visão sobre a foto, experimente.

Lembre-se sempre disso quando for fotografar: coloque o assunto principal da foto em um dos nós.

Olha o exemplo, acima temos uma foto em que o enquadramento não obedece a regra dos terços, e também não tem rotação: o que você percebe? “Tá a foto até que ficou legal, mas é só mais uma foto”.

Agora note a diferença sutil: é a mesma foto, porém com o enquadramento obedecendo a regra dos terços e um pouco de rotação. Note que os olhos da modelo estão no nó superior esquerdo da foto. A foto fica mais equilibrada e harmônica.

Existem outros tipos de enquadramento também, irei abordá-los nos próximos posts, uma sugestão para você saber quando eu posto algo no blog, é assinar o feed do meu blog, desta forma você saberá sempre quando eu posto. A informação vai atrás de você, e não você atrás dela (gostou da frase de impacto?)

Como fazer macros de flores

O objetivo desse post é dar dicas em geral para você tirar fotos de flores, dicas estas que são tanto na configuração da câmera como na produção do seu pequeno ambiente de trabalho, que pode ser tanto um bosque quanto um vaso de planta que você tem na sua casa.

Flores são relativamente pequenas e merecem um cuidado especial no manuseio na hora de fazer a foto, cuidado para não “machucá-la”, pois como você vai fazer macro, escolha uma flor que esteja bem inteirinha e arrume uma posição legal para fotografar. Bom, vamos ao que interessa:

  • Ângulo e enquadramento: pare e observe as flores como se você não as fosse fotografar, olhe como você sempre olha para elas e esta seja somente mais uma olhada. Olhou? Pronto, agora está aí o ângulo que você não deve fotografá-las. Resumindo: procure fazer ângulos não rotineiros, não fotografe-as de cima para baixo (caso elas estejam perto do chão); procure sempre abaixar e ficar à altura delas. Prepare-se para sujar os joelhos. Leve esta dica realmente ao pé da letra, fotografe em ângulos incomuns e você terá resultados surpreendentes. Quanto ao enquadramento, evite isolar a flor das outras, mantenha-a perto das demais, mas não juntas.
  • Qual lente utilizar: como vamos fazer macros, uma lente zoom é bastante indicada, pois dá para fechar o quadro completamente na flor sem precisar ter que andar para frente o para trás: realmente fica mais confortável. Escolha uma lente que possua bastante zoom, desta forma a profundidade de campo (ou DoF - depth of field) fica menor, dando assim um foco mais seletivo no assunto, mas cuidado com flores que tenham “cabinhos” (não sei o nome, mas na flor rosa dá para ver), pois eles podem ficar muito fora de foco de forma que não dê para perceber que é um “cabinho”. Quando as flores tiverem cabinhos, procure fechar um pouco mais o diafragma.
  • Quando fotografar: o melhor momento para fazer fotos de flores é logo depois da chuva, pois você tem a facilidade das gotas naturais já nas flores e o conveniente de não se molhar, se a flor estiver “ensopada”, dê uns toques nela para que a água caia, pois se ela ficar carregada, ela vai acabar “olhando” para baixo. Se você for fotografar em dias de Sol, certifique-se de que o Sol está atrás de você (o Sol é seu amigo e está sempre do seu lado); prefira os horários de manhã e no final da tarde.
  • Como faço para conseguir as gotas se não chove? Basta usar um borrifador. Isso a princípio pode soar grosseiro, mas um borrifador daquele que os cabeleireiros usam para molhar seu cabelo são ideais para simular as gotas. A maioria dos borrifadores tem uma rosquinha na ponta que você consegue controlar a distância do esguicho versus o tamanho das gotinhas, use a bel prazer e o resultado será surpreendente.
  • ISO: como geralmente você vai fotografar flores em ambientes outdoor, tente usar o menor ISO possível, pois consegue-se mais nitidez nos detalhes. Eu tento sempre usar o ISO100 ou ISO200, só se estiver na sombra é que eu uso talvez um ISO350.
  • Polarizador: caso você tenha esse filtro, use-o para controlar a refração da luz nas gotas, tire a foto, dê o zoom no LCD para ver como ficou; com esse filtro você consegue fazer com que elas fiquem mais ou menos transparentes, dando assim ênfase ou não nas gotas.
  • Flash: em dias de Sol brando, evite usá-lo, pois irá conferir à textura da flor uma característica que tira um pouco dos detalhes, obviamente, utilize caso queira atingir o resultado. Lembre-se que flores adoram luzes difusas, portanto nunca usar o flash diretamente, utilize um rebatedor ou um difusor caso não tenha.
  • Onde encontrar belas flores? Às vezes uma bela flor está mais próxima do que você imagina. Se você mora em condomínio, desca e procure, se você não tem, vá à uma floricultura e compre uma. Olha que maravilha: você compra a flor, fotografa, põe em prática o que você aprendeu, revela as fotos e ainda dá a flor de presente para a pessoa que você ama!
  • Vento: talvez esse cara seja um dos seus piores inimigos quando você está em ação com as flores! Para isso, utilize velocidades maiores, como eu fiz por exemplo nessa imagem abaixo. Utilize velocidades abaixo de 1/160 para congelar os movimentos. Ou caso o vento esteja muito forte, junte-se a ele e tente fazer algo fantasioso e tentar registrar a suave força do vento sobre as flores.

A foto abaixo foi tirada na luz da manhã, com o Sol atrás de mim e um flash com um difusor do tipo LightSphere Cloud 3. O flash estava em -1/2. Utilizei-o só para evitar eventuais sombras (isso é conhecido como fill flash - flash de preenchimento). Fechei bastante o diafragma por dois motivos: (1) tinha luz suficiente que me permitia fazer isso de forma que a fotometria ficasse ideal (repare no ISO); (2) essa flor tem o “cabinho”, se eu utilizasse um ƒ mais aberto, o cabinho ficaria muito fora de foco.

Flor

Velocidade: 1/160 seg
Diafragma: ƒ/13
ISO: 100
Distância focal: 135mm
Lente: Canon 135mm ƒ/2.0 L

Espero que tenha gostado! Ficaria feliz se você experimentasse o que foi escrito aqui e postasse a sua experiência nos comentários! Um bom início de semana a todos!

Review do Adobe Lightroom

O Lr (Lightroom) é um programa feito pela Adobe para facilitar a vida de fotógrafos, isso é fato. Deus abençoe a Adobe! Leiam e você saberá porque.

Sempre me perguntam porque não o Photoshop e sim o Lightroom, visto que o você tem todas as funcionalidades no Photoshop. A resposta é simples: o Ps (photoshop) é um programa para edição de imagem, e o Lightroom é para manipulação, além disso eu tenho toda minha Library de forma organizadíssima no Lightroom. Na manipulação de uma imagem, você não consegue mexer em elementos diferentes dentro da mesma imagem, e sim ela por um todo, ou seja, tudo que você faz influencia na foto toda; no Lr não é possível criar layers e mexer somente em alguns detalhes da foto (exceto pela função “Spot Correction”). A verdade é (pelo menos na minha opinião): quanto menos photoshop, melhor. Então eu também uso o Lightroom como uma forma de disciplina para tentar fazer com que minhas fotos sofram o mínimo de edição (nem tenho o Photoshop instalado pra não cair em tentação, rs), elas têm que ser o que elas são. Eu acho que isso faz a diferença na hora do resultado de suas fotos. Se você tirar as fotos e depois ter que corrigir todas elas, há algo de errado.

Bom, chega de fazer propaganda do Lr (como se eu não fosse fazer mais) e vamos ao que interessa, Nesse post eu vou destacar algumas das funcionalidades que eu acho interessante no Adobe Lightroom e que são uma mão na roda. Começando pela principal vantagem, que é a facilidade de se fazer trabalhos em lote (batch jobs), ou seja, você mexe em uma foto e consegue aplicar em outras a mesma confiuração que você fez, usando ctrl+c e ctrl+v, isso mesmo, você copia só a configuração aplicada; e isso tudo é visto em forma de Library, que permite que você visualize as fotos em miniatura. Colocando em exemplos: eu tenho uma modelo posando e tiro 200 fotos com praticamente o mesmo tipo de iluminação, e suponha que o white balance da sua câmera foi configurado errado. O que fazer (além de arrancar os cabelos, de raiva)? Abriria uma por no Photoshop e consertaria, ou criaria um Action para facilitar, mas mesmo assim teria que abrir uma por uma. Tá, dá pra fazer um action e jogar ele na pasta em formato de droplet e arrastar todas as fotos para “dentro” dele, mas po, muito trabalhoso. Na genialidade do Lightroom vc aplica a configuração “perfeita” em uma foto, copia essa configuração com ctrl+c, seleciona todas as outras fotos na Library, e cola! Olha que perfeito!

Antes de começar o próximo parágrafo, cabe explicar: o que é o metadata de uma foto? É toda informação dentro do arquivo que não é a imagem em si. Acho que não fui claro, mas se você entendeu assim, pode passar pro próximo parágrafo, continue caso ainda não tenha entendido. Quando você clica para a câmera tirar uma foto, ela grava um arquivo no cartão de memória, esse arquivo tem a foto (obviamente) e algumas informações a mais, como a data e hora, o iso utilizado, a lente, o modelo, o número de série da câmera (sim, isso é gravado nas fotos), e mais algumas informações. Estas informações que eu citei fazem parte do EXIF, porém não confunda. Metadata é mais do que isso. O EXIF faz parte do metadata (na verdade o EXIF é a informação técnica da foto, o metadata são extras). Inclusive a Nikon lançou uma câmera que tem um GPS integrado que adiciona as coordenadas no metadata no momento em que a foto é batida (excelente idéia).

Além disso, outra funcionalidade muito boa é a preservação metadata da foto, isto é: quando você usa o Lightroom em uma foto, ela não perde o EXIF, muito pelo contrário, você pode adicionar informações no metadata, como por exemplo o lugar onde ela foi tirada, o nome do criador, etc. - já perceberam que todas as minhas fotos têm escrito no canto inferior esquerdo o meu nome e o meu site? É por isso. Pois sempre na hora de importá-las para a Library, eu mando adicionar esse texto no metadata da foto, no campo copyright. Ele automaticamente insere isso em todas as fotos, depois quando eu mando exportar (você vai entender o porque da exportacão, continue lendo), ele insere a marca d`água, tudo automático e muito fácil.

É possível ver informações deste tipo, e adicionar copyright

A Library do Lr é orientada à metadata, isto significa que você pode fazer buscas em suas fotos por eles usando a função metadata browser! Na verdade o “grande lance” do Lightroom é a Library. Veja como ele é para o nicho de fotógrafos: dá pra fazer um filtro (clicando e apertando ctrl para selecionar o próximo campo também) para me mostrar somente as fotos que foram batidas do dia 5 ao dia 7 desse mês, sem flash, com ISO100, lente 28-135 com f/5.6. Ele me mostra somente o que eu selecionei, bem fácil de achar (agora imagine isso para TODAS as suas fotos).

É possível fazer filtros de busca com o metadata browser

Porque eu tenho que exportar as fotos para ter os jpgs? Porque o Lightroom trabalha com um arquivo de catálogo (Lightroom Catalog.lrcat). Quando você manda importar as fotos para uma Library, o Lr grava os arquivos na pasta, até aí tudo bem. Qualquer modificação que você vá fazer na foto por dentro do Lr, você deve fazer e mandar exportar pelo Lightroom clicando em File » Export. Resumindo: as fotos ficam nas pastas, e as alterações feitas por você (somente as alterações) ficam no arquivo de catálogo, o que você vê quando mexe em uma foto no Lightroom não é o resultado final, e sim uma pré-visualização; pois para gerar o jpg final você deve mandar exportar, desta forma ele salva as alterações que você fez (que ele tem gravado no catálogo) na foto e gera o jpg onde você quiser. Inclusive no export, se você marcar a opção “Add Copyright Watermark“, ele irá pegar o nome que está gravado no metadata e colocar no canto inferior direito. Você pode selecionar mais de uma foto e exportá-las todas de uma vez! Exportar é tudo de bom, pois você fica com seus arquivos jpg originais na pasta e caso queira a foto modificada, basta ir nela e mandar exportar, que ele vai lembrar o que você fez e vai salvar no lugar que você quiser.

O suporte à arquivos RAW é maravilhoso. E suporta quase todos os tipos de câmeras que gravam neste formato. Para quem trabalha muito com RAW, o Lightroom é altamente recomendado, pois além do programa ficar mais rápido (porque ele não trabalha com informações pré-compiladas e sim com um arquivo fonte, digamos assim [mas essa característica é comum a todos os programas de imagem]). Tanto o Lightroom como o Photoshop utilizam o mesmo engine para mexer nos arquivos raw. Que é o Adobe Camera Raw, esse “subprograma” funciona da mesma maneira tanto no Lr quanto no Ps.

Presets! Presets! Presets! Uma grande funcionalidade do Lightroom que eu adoro explorar são as presets! Sabe quando você faz uma alteração em uma foto e fala: “caramba, transformei a foto da água pro vinho! Queria poder salvar só essa configuração para aplicar em outras fotos”. Pois é, o nome disso é Preset.
Presets são “estações” que você grava que guardam as configurações que você aplicou na foto! É exatamente isto. Supondo que eu consegui fazer uma alteração em uma foto modificando ela para preto e branco, dei uma mexida no contraste, na saturação, brilho, etc. de forma que ficasse explêndido!! Pronto! Eu salvo a preset com o nome “Preto e branco explêndido” e sempre quando eu quiser aplicar as mesmas configurações em outras fotos, eu clico no nome da preset e plim! Uma grande vantagem é que você pode importar e exportar presets, de forma que se você tenha um amiguinho que também mexa com fotografia, vocês trocam presets, olha que divertido! Existem sites na internet que tem milhares de presets para download, tudo de graça, em vários sabores.

Espero ter ajudado de alguma forma com minhas palavras sobre este software. Uma boa quarta-feira a todos!

Como tirar fotos de silhuetas indoor

Não são necessários muitos recursos para conseguir boas fotos de silhuetas dentro de um local, tudo que você precisa é uma lâmpada spot (de preferencia em um tripé) ou caso não tenha, uma lanterna.

Você precisa ter sempre em mente o seguinte: o assunto principal que eu vou fotografar deve estar no escuro e o fundo iluminado, somente o fundo, portanto você vai apagar todas as lâmpadas, menos a spot (obviamente), se o fundo for claro fica melhor, pois vai dar mais contraste. A lâmpada spot é ideal porque devido ao fato dela ser direcionada, ela ilumina somente para onde você a apontou (eu uso aquelas lâmpadas de jardim que usam embaixo das árvores).

A configuração do estúdio (falo estúdio, mas pode ser qualquer lugar) deve ser dada de maneira com que a ordem fique: parede, lâmpada spot e modelo, ou seja, a lâmpada deve ficar entre o modelo e a parede, lembre-se que queremos a silhueta dele, e não ele iluminado, portanto iremos apontar o spot de luz para o fundo.

Pronto, já temos o ambiente configurado, se você posicionar o modelo e ver a silhueta, então podemos passar para as configurações na câmera. Obviamente, você deve utilizar as configurações que se encaixarem melhor no seu panorama; recomendo tirar algumas fotos até acertar, mas em hipótese alguma tire as fotos a esmo e configure a câmera no modo tentativa-e-erro, faça as fotos com consciência do resultado que será provcado. Caso não saiba por onde começar, faça o seguinte:

  1. ISO400 com velocidade de 1/40 ou 1/60 ou ISO800 com velocidade de 1/20
  2. MF (manual focus)
  3. Abertura de ƒ/5.6 ou ƒ/6.3 (para pegar os detalhes do cabelo com nitidez

Se ainda não ficar certo, siga as dicas abaixo:

  • Ignore o fotômetro da câmera, ele vai ficar meio maluco porque você tá apontando a câmera para um assunto que tem iluminação zero ou muita iluminação, não é uniforme; e dependendo de como esteja configurado a área de operação dele, ele vai fazer a média do que tá claro + o que tá escuro e te dizer pra abrir ou fechar mais
  • Use tripé nas primeiras fotos, depois abandone-o
  • Seu AF (autofocus) provavalmente não irá funcionar quando você estiver tentando focar no modelo, pois o AF trabalha com luz, então você deve fazer o seguinte: direcione a luz de uma lanterna no rosto do modelo, enquanto a luz estiver acesa, focalize e passe para o MF

Bom, espero ter ajudado. Até a próxima.

Silhueta no fundo azul.

Velocidade: 1/20 seg
Diafragma: ƒ/6.3
ISO: 100
Distância focal: 135mm
Lente: Canon 135mm ƒ/2.0 L

Brainstorm photoshooting

Tá aí uma coisa que eu nunca tinha feito e tive a oportunidade de fazer outro dia quando estava saindo de carro no banco do carona, na verdade eu estava com a câmera para fotografar outro motivo, mas o trânsito+tédio me fez pensar em algo pra fazer naquele meio-tempo. Colocar uma lente f/1.8 e tentar fotografar com o mínimo de ISO sem fash, no escuro, no movimento do carro.

Brainstorm. Brain em inglês significa cérebro e storm significa tempestade; portanto temos o brainstorm (que maravilha, uma tempestade de cérebro, ou melhor, de idéias). É um termo muito comum utilizado lá fora, eu traduziria como “psicografar idéias”. Photoshooting é seção de fotos; juntando os dois, temos algo como ‘fotografar o que vier na cabeça’, que foi justamente o que eu fiz.

Reparei que meu modo de fotografar mudou conforme o curto tempo foi passando nessa curta viagem; vendo as fotos agora, eu percebi que no início elas saíram mais escuras, conforme fui chegando no destino e o tempo foi passando, as fotos foram ficando mais claras, conseqüentemente melhores. Considero isso como um bom sinal, mas acredito que o ideal é tirar fotos boas em todas as partes do trajeto, elevar a fotometria ao ponto ideal desde o início do ‘ensaio’, desenvolver o olhar para ajustar a câmera.

Veja abaixo as fotos do ensaio, em ordem cronológica. Vocês concordam comigo que as últimas fotos ficaram melhores (ou menos piores) ?

Av. Oscar Niemeyer - Hotel Intercontinental

Ônibus 177 - São Conrado

Sheraton de São Conrado

Trânsito

Pessoas jogando vôlei na praia a noite

Ônibus do outro lado da rua

Hotel Ceasar Park

Ipanema

Hotel Marina

Praia Ipanema Hotel

Livraria Letras&Expressões

Rio Único

É legal fotografar um trajeto e depois ver ele em fotos, né?