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Fotos de Splash como você sempre quis

Hoje vou ensinar como fazer fotos de splash. Não é tão difícil quanto parece, a única coisa que você tem que acertar é o timing da foto, mas nada que um modo burst (H) não resolva. No geral, é, basta seguir as regras abaixo e depois ver o excelente vídeo com o Gavin Hoey, fazendo tudo direitinho não tem erro! Vamos ao que interessa:

  1. Luzes, luzes, luzes, muitas delas, para tirar a foto sem flash, porque geralmente o flash só nos permite trabalhar com a velocidade de 1/200 (pelo menos o meu é assim). Eu acho que usei 1/400;
  2. Use um diafragma fechado (você vai precisar de muita luz por isso TAMBÉM), utilize uma caneta para fazer o foco na área da gota;
  3. Pegue o foco com o foto automático, depois ponha no foco manual para que a foto seja tirada rapidamente;
  4. Muitas tentativas, NÃO DESISTA até que você chegue à uma foto agradável, e lembre-se do erro cometido na foto anterior, não fique simplesmente soltando o objeto a esmo;
  5. Há um atraso (delay) entre quando você aperta o botão da câmera e a foto é tirada de fato, então a ordem mais ou menos é: solte o objeto, aperte o botão logo antes do objeto entrar completamente na zona de splash;
  6. Se você usar lâmpadas muito quentes, tome ucuidado para que o líquido não encoste nas lâmpadas;
  7. Se for iogurte, dilua-o em um pouco de água, se você não fizer isto, o splash vai ficar muito pesado e as gotas em forma de bolinhas não vão voar, vão ficar presas
  8. Faça alguns testes soltando o objeto atrás da zona de splash antes, ou irá faltar iogurte na sua geladeira. E não faça com leite, acredite em mim.
  9. DIVIRTA-SE !!

Splash grape
Velocidade: 1/400 seg
Diafragma: ƒ/14
ISO: 400
Distância focal: 135mm
Lente: Canon 135mm f/2 L

Agora vejam esse fantástico vídeo no YouTube que exemplifica tudo isso que eu falei, de uma forma mais interativa :)

Paraty em Foco, dia 5

Na verdade os meus posts de Paraty não tem nada a ver com Paraty, hahaha são posts técnicos como todos os outros! É que aqui, com toda essa energia fotográfica eu fico mais inspirado!

Então: eu prometi que iria falar sobre Light Painting, e não é de ontem que eu prometi isso. Então lá vou eu: Light Painting são aquelas fotos onde aparecem rastros de luzes em forma de desenhos, ou simplesmente abstratas. Costuma-se fazer com tudo que emite luz: visor de celular, lanterna, vagalume, mira laser, vela, lampião e o que mais sua imaginação permitir! É legal também misturar mais de uma forma de luz na mesma foto, mexer com fogo também fica muito legal, só tenha cuidado para não ficar um clarão na foto.

Então vamos ao que interessa, o modus operandi: acho que fica mais simples explicar mostrando uma foto e dizendo como eu fiz, no final eu dou algumas dicas. O negócio é bem baseado em tentativa e erro mesmo, pois não tem como prever muito bem um resutado final da coisa a não ser vendo como ficou a foto e fazendo os ajustes para não errar nas próximas. Lembre-se sempre: o tempo é sua prioridade, ao invés de mexer nele, mexa no diafragma ou no ISO.

Velocidade: 30 seg
Diafragma: ƒ/4.5
ISO: 1000
Distância focal: 24mm
Lente: Canon 24-70mm f/2.8 L USM

A regra é clara: sem tripé você não faz nada disso, então arrume um tripé ou um apoio para deixar sua câmera paradinha. O primeiro passo é colocar o modelo no lugar onde ele irá fazer o desenho com a luz e fazer o foco (pelo fato de estar tudo escuro, seu foco automático (AF) não irá funcionar, então peça ao modelo que coloque a luz da lanterna na cara para que você possa focar), depois disso faça um teste: coloque um ISO 320, f/4 e 20″ de exposição. Bata a foto e peça para o modelo fazer um desenho com uma lanterna, necessariamente nesta ordem. Então a paritr daí temos as seguintes opções:

Se ficou muito escuro, você tem duas opções, abrir o diafragma ou aumentar o ISO. Caso você esteja em um cenário bonito (como no caso da minha foto: uma praia) e queira pegar o fundo que não está iluminado, aumente o ISO (você irá pagar o preço da granulação por isso, mas vale a pena), caso você queira manter o fundo todo escuro e só a luz em cena, deixe o ISO e abra mais o diafragma (se estiver em f/4, experimente um f/3.2)

Se ficou muito clara, você deve fazer o contrário do que foi dito acima, simples né? Para uma boa seção de Light Painting, dois fatores são cruciais: muita paciência e um bom “desenhista”.

Dicas (aqui jaz a preciosidade do post):

  1. Algumas câmeras da Canon possuem uma custom function que deixa as fotos em alta exposição com menos ruído, isso te mata de curiosidade, pois o processamento da foto na câmera fica mais lento (o tempo de processar fica igual ao tempo o qual a foto ficou sendo exposta, por exemplo, se vc usou 5″ de exposição, após esses 5seg, a câmera irá demorar mais 5seg pra te mostrar o resultado, é normal intensa atividade no cartão de memória (indicado pelo led) durante este período);
  2. Caso hajam duas pessoas em cena, uma para fazer o desenho e outra para posar, a que deve fazer o desenho deve ficar sempre atrás e ter menor altura, além disso, recomenda-se que ela apareca o mínimo possível;
  3. Esqueça modo BULB, a não ser que você tenha um cabo disparador, pois ficar com o dedão pressionando o botão é bem cômodo porque você termina a foto junto do desenho, mas se você não tiver um tripé firme, pode dar problema;
  4. Peça para que o desenhista te diga mais ou menos quanto tempo ele vai demorar para fazer o desenho, sempre coloque mais 5 segundos em cima do tempo que ele vai te falar;
  5. Peça a ele também para te dizer qual o tamanho do desenho que ele pretende fazer, e mande ele se controlar para que ele não se empolgue e escreva uma letra de música do legião urbana em uma única linha, não há nada pior que ter um bom lightpainting pela metade…
  6. Quando o foco estiver já feito, coloque sua lente no manual focus para que ela não refaça o foco quando você for tirar a foto, caso contrário, você terá que fazer o foco novamente logo antes de fazer a foto;
  7. Essa dica é valiosa: caso o desenhista for escrever, diga a ele para não se importar com o fato de escrever ao contrário, peça para ele escrever normalmente (na câmera vai sair ao contrário, óbvio), mas quando você chegar em casa, abra o Photoshop e dê um “image > flip horizontally” nas fotos — fatalmente se o desenhista for se preocupar em escrever ao contário, ele IRÁ se confundir na hora de escrever o “S” e o “Z“, o que pode embolar o desenho e estragar a escrita.

Acho que é isso, partiu fazer Light Painting no pão de açúcar?

Paraty em Foco, dia 4

Esse post me dá nauseas. Vou escrever sobre um macete que aprendi para fazer fotos de mar e barcos.

Alugamos um barco e saímos, nada melhor que isso para fotografar e relaxar, estou sentindo o balançar do barco na minha cabeça até agora, sério, não recomendo ficar fotografando enquanto o barco está balançando. Hoje fiz praticamente só isso, saímos de manhã e ficamos fotografando lugares bonitos de Paraty, e por fim ainda ganhamos um bônus: o “barquinho” Paratii 2, de Amyr Klink, que custou mais de 50 milhões de dólares e viajou pela Antarctica (vide última foto do post).

Então, hoje aprendi uma dica valiosa quando você faz fotos de mar/barcos/veleiros: faça a fotometria sempre no ponto mais brilhante, trave a exposição, refaça o foco onde você deseja e faça a foto, tudo isso no modo Av para não se enrolar. Se tiver tirando foto de um veleiro, fotometre na vela sempre. Calma, vou explicar melhor:

Em primeiro lugar devemos colocar o metering mode no modo Spot, para que a medição da luz seja feita pelo ponto exatamente onde você quer: no centro do quadro, assim você consigue obter o resultado com mais precisão (eu já escrevi sobre metering mode, clique aqui para ver o post, vale a pena). Por conta da luz do Sol bater no mar, rola muito reflexo, e nesse caso é melhor pegar os detalhes claros do que os escuros, nem que os ajustes de Shadows sejam feitos depois: então para que nossa foto não saia estourada no branco, devemos mirar sempre no ponto mais claro do reflexo, nas câmeras da Canon existe um botão que trava o tempo de exposição, se chama AE Lock (auto-exposure lock) e geralmente é indicado por um * (vide foto abaixo com seta vermelha), devemos usar esse botão para que o tempo de exposição não se altere. Funciona da seguinte maneira, você foca no centro na luz mais branca que ofusca tudo, aperta esse botão e faz sua foto normalmente, a câmera vai calcular a fotometria baseada naquele primeiro ponto que você “calibrou” quando apertou.


Botão AE Lock *

Então, como disse no início do post, aqui estão algumas fotos tiradas usando esse macete, espero que gostem!


No fisheye fica ainda mais difícil, pois o highlight branco fica mais “longe” de focar para travar a fotometria


Gosto dessas composições meio malucas com fisheye também


Essa foto não possui nenhum tipo de ajuste em Lightroom nem Photoshop, repare que a fotometria está correta e agradável, nenhum ponto estourado

E por fim, o nosso barco que custa 10x o valor de um apartamento mobiliado na Vieira Souto, o Paratii 2, com um capricho de Photoshop, claro :)


Vocês não tem noção de como esse veleiro é grande, o casco dele é de alumínio e ele é lindo, merece uma edição dessas!

Deixe-me saber se esse post ficou confuso! Tenham uma boa noite!

Paraty em Foco, dia 2

Esse post é ao som de Ju Sandres tocando “Faz parte do meu show, de Cazuza” no violão.

Sempre gostei muito dos álbums de fotografia da vovó, eles são um charme total, existe um chamado Portugal 1974 (mentira, mas se existisse iria ser irado): aquelas fotos amareladas, com os cantos arredondados à tesoura, a assinatura do laboratório de impressão no verso e até mesmo os furinhos nos cantos que revelam o fato de que tais registros já foram reféns dos quadros de cortiça.

Após o café da manhã, o qual me tomou 50 minutos de pura atividade maxilar, tive uma idéia bem legal: meu album de fotos da viagem deste ano vai ser uma parada retrô, que nem os álbuns de vovó; não que os álbuns sejam, mas assim estão hoje. Pretendo editar as melhores fotos e colocar elas com um aspecto de quem foram tiradas em 1978; em seguida vou imprimir, furar as pontas em um quadro de cortiça, como se tivessem em exibição na parede da sala no auge de seu sucesso, e por fim colocar num álbum com cara de velho, ou melhor, pegar um álbum velho de fato e colocar as fotos nele, pois assim consigo o cheiro de velho. O que acham da idéia?  :)

(agora a Ju trocou a música no violão para uma música espanhola)

Bom, chega de chorumelas!! Esse é um blog técnico, então vamos ao que interessa: vou ensinar como mexer no Lightroom para dar o aspecto de foto antiga.

Foto original:

Foto original
Crédito: Erica Ramalho

Primeiramente, colocamos o Lightroom no modo Develop e vamos mexer no Basic (estamos supondo que estamos mexendo em uma foto com o White Balance correto, obviamente). E lembre-se de que os parâmetros abaixo não ficam bem em qualquer foto, devendo assim ser feito um ajuste fino depois de tudo!

1. Coloque o Temp e o Tint em 4549 e -12, respectivamente;
2. Aumentamos o exposure para +1.57;
3. Fill Light pra +25;
4. Blacks vai pra 6;
5. Brightness +44 e Contrast pra +26;
6. Vibrance para -78 e Saturation para -29;

Não mexa em nada no Tone Curve e deixe as cores como estão, pois iremos mexer no Split Toning, e esse é o grande macete da Preset, vamos ver agora o que devemos fazer em relação a cor no que diz respeito aos Highlights e Shadows.

7. Coloque os seguintes parâmetros no Highlights: 60 de Hue e 59 de Saturation, isso causa um efeito com uma cor meio esverdeada/amarelada nos highlights;
8. No Shadows, coloque os seguintes parâmetros: 33 de Hue e Saturation 58, isso causa uma cor meio sepia nos shadows;

Caso a foto fique muito esverdeada ou muito amarelada, procure atenuar a matiz (Hue), colocando cores menos verdes ou amarelas, ou talvez diminuindo o Saturation.

Ok, agora temos uma foto amarelada, falta colocar a borda em volta, faremos isso utilizando o Vignettes, lembrando que as opções mais avançadas de Vignettes foram introduzidas a partir do Lightroom 2.0, ou seja, se você tem a versão anterior a 2 do Lr, provavelmente a interface não será igual à imagem abaixo e você não terá essas opções, inclusive recomendo fortemente o upgrade para a versão 2, já que foram incluídas algumas funcionalidades no que diz respeito a edição de foto, como pincel de ajuste e filtro gratuadivo.

9. Coloque os parâmetros como os da imagem abaixo, para alternar entre a borda branca ou preta, você deve mexer no Post-Crop Amount, onde -100 indica preto e +100 branco, os valores do meio causam uma transparência que também pode ficar agradável dependendo do que você deseja obter como resultado, mexa bastante nesses parâmetros de Vignettes que você irá descobrir que o Lightroom permite uma boa manipulação quanto a isso (lembre-se, somente o Lightroom 2 ou superior).


Crédito: Erica Ramalho, em 1978

O resultado final sairá algo parecido com isso, claro que existem alguns plugins mais poderosos para o Photoshop que simulam deterioração, ou seja, fazem bordas queimadas, marcas de mofo e arranhões nas fotos; esses deixam tudo mais perfeito e mais próximo de um fotograma antigo, mas se você está viajando e não tem muito tempo para ficar brincando com Photoshop, ou precisa montar rapidamente um álbum de fotos “antigas”, ou então não quer ter o trabalho de abrir foto por foto no Photoshop (eu não confio em Actions, hahaha sempre dá merda), use o Lightroom, pois a aplicação de preset em cada foto é tão simples quanto clicar um botão no mouse!

Bom, agora que eu já ensinei o caminho das pedras, disponibilizo para vocês a Preset que eu fiz chamada “Dill Old”. Claro que o caminho das pedras tinha que vir primeiro! Download

No próximo post falarei sobre Light Painting, que consiste basicamente em fazer uma longa exposição no escuro e fotografar o rastro de uma luz propositalmente posicionada afim de fazer desenhos! Ontem fizemos uma seção de Light Painting aqui em Paraty, lá no cais, foi muito legal!

Como eu fiz a foto que foi publicada no blog do Mílton Jung

Olá amigos, sei que estou sumido, mas voltarei em breve com novos posts! =)

Acabei de receber um mail confirmando para que eu visse em seu blog a publicação de um post com uma foto minha. Jornalista, âncora do programa CBN São Paulo e autor dos livros “Conte Sua História de São Paulo” e “Jornalismo de Rádio, Mílton Jung é um profissional dos melhores, são poucos os que extendem essa integração com a população e fazem jornalismo de verdade. Parabéns Mílton! Clique aqui para ver o post no blog do Mílton.


Meu trabalho publicado no blog

Como isso é um blog sobre fotografia, por que não falar sobre a foto? Clique aqui para vê-la no Flickr! Vou explicar o que eu fiz para chegar nesse resultado. E antecipo logo o segredo: essa foto foi tirada com uma lente sigma fisheye 8mm (exatamente esta da foto abaixo), são objetivas que abrangem um ângulo de 180 graus, e por isso, é um pouco mais difícil fazer a fotometria correta, pois como “cabe” muita coisa dentro da foto, todo tipo de luz é captado, desde a luz entrando em uma janela aberta até a sombra que o armário colado na parede deixa. Então para fotografias externas, é recomendado o uso do HDR, eu prometo que vou explicar sobre isso mais a frente, mas a grosso modo, consiste em bater 3 fotos com o assunto idêntico, cada uma com uma exposição (uma mais escura, outra normal e outra mais clara), e utilizar softwares como o Photomatix, o próprio Photoshop ou outros para mesclar as 3 e obter a fotometria ideal de cada disparo, (esses softwares são realmente fantásicos e fazem um bom trabalho), tornando-os em uma única foto com a fotometria perfeita, e assim o fiz, bati 3 fotos normais, feias, depois joguei no Photomatix e ficou essa maravilha! Não quero falar muito sobre HDR agora porque é um assunto muito legal e se eu começar a escrever sobre vou acabar perdendo o foco do post, que é falar sobre a publicação e a foto!

Mas e o céu? O céu atingiu essa cor com a ajuda de um software de uma tal de Adobe chamado Photoshop, não sei se vocês conhecem (meu senso de humor me anima na madrugada tendo que trabalhar no dia seguinte de manhã, sabe?).

Enfim, eu gosto de usar a olho de peixe para mostrar ambientes, fotos de arquitetura e para fazer coisas just for fun, pois deixa a cara das pessoas com uma distorção divertidíssima! =D


Lente que utilizei para fazer a foto do palácio do planalto, sigma fisheye ex-dg 8mm f/3.5

Fotômetro e Metering Mode

Bom dia! Neste post falarei um pouco mais de técnica, explicando pra que serve o fotômetro, como utilizar o metering mode de sua câmera e também como juntar os dois elementos para obter uma melhor fotometria! Não consigo explicar por completo a funcionalidade de um fotômetro sem falar em metering mode. Nunca encontrei nenhum texto que falasse sobre como esses dois elementos trabalham juntos, portanto vamos ao que interessa.

Vou explicar o fotômetro primeiro: dentro de todas as DSLR, existe um dispositivo capaz de medir a quantidade de luz que está entrando; ele tem uma escala que varia de -2 a +2 e o ideal se encontra obviamente no meio, o zero. Ele trabalha automaticamente em conjunto com outros 3 fatores, são eles: ISO, velocidade do obturador e diafragma, portanto quando você ajusta qualquer um deles, o fotômetro vai se adaptar as novas configurações e refazer a medição. O fotômetro deve ser a última coisa a ser vista antes de bater a foto (claro que contando com seu bom senso de não colocar ISO100 de noite ou ISO3200 de dia, caso você faça isso, o fotômetro irá piscar no -2 dizendo que a foto vai ficar muito escura ou no +2 dizendo que vai estourar; respectivamente). Portanto, posso comparar o fotômetro aos instrumentos de navegação de um avião comercial de grande porte: dá para voar sem eles, mas é praticamente impossivel! =p


O fotômetro interno de uma câmera reflex tem esse aspecto, quando está no 0, é porque a fotometria está ideal.

Ok. Entendi, o fotômetro mede a quantidade de luz que vai entrar no sensor quando a foto bater. Epa, epa, mas perai! Como ele faz pra saber isso? Eu preciso ter mais controle dessas coisas! Ele faz a média das luzes? Como ele chega em um resultado único? Como ele vai saber se tem muita luz ou pouca luz?

CALMA! Pra isso existe o Metering Mode!  *plin*

O metering mode é o que vai determinar a área de atuação do seu fotômetro, é onde ele vai trabalhar. Nas câmeras da Canon, existem 3 modos de metering mode, são eles (acho que é isso):

  • Spot: faz a medição para o fotômetro de acordo com o centro do frame, ideal para fotografar objetos únicos na foto como jóias e esse tipo de coisa, pois ele vai te dizer se a luz tá boa ou não só ali no meio;
  • Center: é o que eu mais gosto e sempre uso, ele diz a quantidade de luz necessária para uma fotometria ideal nas redondezas do ponto central da foto, mas não vai muito além do centro;
  • Evaluative: é o mais usado, pois ele faz a média entre todos os pontos do viewfinder para chegar a um resultado. Mais recomendado para fotos de paisagem, pois se estiver muito escuro em um ponto e mais claro no outro, ele vai fazer o máximo que der para que os dois pontos saiam medianos na foto.

Para saber como trocar o metering mode, consulte o manual da sua câmera. Aliás eu sempre recomendo que você leia o manual da sua câmera por completo para dominar todas as funções!

Boa semana a todos!

O que é DoF?

Você sempre lê na internet ou ouve falarem sobre DoF e não sabe o que é? Calma, você não é minoria. Nesse post eu vou explicar o que é, porque ocorre e depois como fazer bons DoFs, não necessariamente nesta ordem, tá bom?

  1. O que é:
  2. DoF significa Depth of Field, que traduzido para o português é Profundidade de Campo. Quando alguém fala sobre o DoF de uma foto, geralmente essa pessoa está se referindo à linha de foco. Vou tratar os DoFs como curtos e longos. A aplicação que eu gosto de fazer para cada um é a seguinte: um DoF curto serve geralmente para enfatizar um determinado detalhe perante um todo, tirar retratos bonitos (quando falo “retrato”, me refiro a foto de pessoa em um fundo), DoFs longos servem para quando você quer uma foto com definição, tirar foto de uma paisagem e ter tudo nítido, fotos em estúdio geralmente possuem um DoF longo, pois o fotógrafo dispõe de luzes para iluminar o local e conseguir fechar o diafragma (calma, mais abaixo eu vou explicar como fazer) e pode desfocar depois no photoshop. Uma vez que vc tem uma foto com um DoF longo, você pode transformá-la malandramente no photoshop para um DoF curto (isso é papo pra outro post), mas o contrário não é possível. Caso tenha deixado alguma dúvida sobre a explicação disso, favor comentar!

    Foto com o DoF bastante curto, limitado, o fotógrafo quer que você leia aquelas linhas

    Foto com o DoF bastante curto, limitado, provavelmente feito com um f/1.8 -  o fotógrafo quer que você leia aquelas linhas do meio.

  3. Como fazer:
  4. Então. A profundidade de campo de uma foto varia de acordo com uma e somente uma variável - o diafragma. A parada é simples: quanto mais aberto (menor número) -> DoF curto. Quanto mais fechado (maior número) -> DoF longo. Dispondo de uma lente clara você consegue fazer DoFs maravilhosos (vou sempre me referir positivamente a DoFs curtos, pois esse é o padrão estabelecido); a objetiva (mesmo que lente) boa para isso é a 50mm f/1.8 ou f/1.4, com elas você embaça o fundo numa boa!

  5. Porque ocorre (pular essa parte se você não gosta de ótica)?
  6. Se você achou que estava livre das aulas de física do segundo ano, está enganado, poque fotografia é ótica pura. Vamos lá!

    Abra bem os seus olhos, deixe os esbugalhados (odeio essa palavra) e tente enxergar alguma coisa, reparou que tudo embaça? Ok. É a mesma coisa com a lente, é como se o seu olho tivesse um sensor atrás e essa esbugalhada (nossa) que você deu fosse semelhante a um aumento do diafragma!

    Vou tentar explicar de forma textual e vou colocar uma ilustração abaixo para vocês verem do que eu estou falando; Os raios luminosos entram de forma paralela na sua lente, todos juntos de uma vez, quando eles batem na primeira lente da objetiva (uma objetiva é composta por várias lentes, o que chamamos de lente na verdade é a objetiva) os raios começam a convergir, atrás disso tem o diafragma, para limitar a quantidade desses raios convergidos que vão atingir o sensor, quanto mais fechado, menor o ângulo de abertura então os raios já vão fechadinhos e vão se concentrar todos ali certinhos no sensor, quanto mais aberto, maior o ângulo, então os raios chegam e não ficam todos juntinhos quando chegam no sensor, causando assim o foco seletivo. Bom, veja a imagem.

    Em rosa temos os objetos, um na frente do outro. A parada redonda é o diafragma e o quadrado é a foto como vai ficar. Na esquerda temos um diafragma aberto, repare que o ponto vermelho é quem está em foco, como o diafragma está aberto, você só consegue focalizar ou um ou outro, na direita o diafragma está mais fechado, então os raios não chegam tão abertos, já chegam fechadinhos e se encontram ali pra focar todo mundo!

  7. Exemplos
  8. Nada melhor do que ver fotografias novamente após essa parte chata da física! Então vou mostrar abaixo alguns exemplos em foto. Creio que com isso você agora saiba o que é um DoF ou profundidade de campo!

    Com o diafragma bem aberto (f/3 provavelmente) o fotógrafo consegue limitar a zona de foco, tendo mais controle sobre o que quer ou não focalizar (créditos para Jens Dahlin)

    Raise Your Hand

    Utilizando f/2.0 eu consegui colocar o foco na mão da modelo e causar um suave desfoque no corpo da modelo

    DoF

    Mesmo princípio, utilizando f/2.0 fiz o foco no dedo do modelo e bati a foto, com o DoF curto. Para esta foto utilizei uma lente 135mm, vale observar que quanto maior o zoom, mais sensível fica o DoF, naturalmente

    Ponta da mesa

    Esta foi tirada em 300mm, um zoom relativamente alto! Porém, a abertura não foi tão aberta, utilizei f/5.6 - mas porque desfocou tanto, já que o f/ está alto? Porque em 300mm, o DoF fica mais “sensível”

Efeito véu. Como Conseguir?

Boa tarde. Neste post eu dou dicas de como conseguir aquele efeito de água corrente, cascatas e cachoeiras, de maneira que o movimento que a água faz pareca-se com um véu, um fluido branco. Vamos lá, tentarei ser breve. Primeiro explicarei o conceito da coisa e depois como fazer.

O conceito:

  • O movimento dado a foto depende do tempo que você deixa o sensor capturando a imagem. Logo, se você deixar a câmera tirando foto por 5 segundos, você vai captar mais movimento do que se deixar aberta por 1 segundo. Mas se eu deixar aberta por 5 segundos, vai entrar mais luz, vai estourar a foto e vai ficar tudo branco! Ok, é aí que entra o diafragma, que é uma peça que tem dentro das objetivas (lentes) que controlam a quantidade de luz que vai entrar no sensor. Quanto maior for o número, mais fechado, ou seja, menos luz o sensor irá captar; e quanto menor, mais cara a lente, mais luz entrará, então você consegue equilibrar para obter uma fotometria ideal entre o tempo de exposição e a abertura do diafragma (também chamado de f-stop). O diafragma é aquele número que vem depois do f/. Bom, para mais informações sobre diafragma, clique aqui.
  • Como queremos dar movimento à imagem, devemos utilizar um tempo de exposição um pouquinho maior do que utilizamos geralmente para uma foto não tremer, e a escolha desse tempo depende da velocidade que a água esteja correndo, o ideal é que você tire algumas fotos e veja no LCD (use o zoom do preview do LCD) para ver se deve dar mais “fluideza” ou congelar mais o movimento da água (porque fluideza demais pode deixar a foto tremida), mexendo assim na velocidade.

O local:

  1. O ideal é que não se tenha nem muita e nem pouca luz, nem muita porque iremos utilizar uma exposição um pouco maior, então se ficarmos captando luz por muito tempo com muita luz, a foto tende a ficar branca e por isso temos que fechar demais o diafragma, o que é bom até certo ponto, pois fechar demais o diafragma mostra com clareza as sujeiras do sensor. E nem pouca luz porque senão temos que ficar expondo por muito tempo e pode sair tremido, e falta de luz também sempre é chato. Portanto julgo um dia nublado como ideal;
  2. Escolha um enquadramento onde a água caia e bata nas pedras, pois assim há um acúmulo de água espumada que na alta exposição fica branco (um estourado sob controle), e isso geralmente as pessoas gostam de ver. Não se esqueça das pedras!! Se a água estiver batendo em pedras, faça a composição de um ângulo um pouco de cima para que possa se ver a água batendo nestas pedras (aliás aprendi isso em um FotoDesafio do Clube FotoRio).

A câmera e suas configurações e o que fazer (parte do post que interessa):

  1. ISO100;
  2. Tripé;
  3. Tripé;
  4. Um cabo disparador e uma caipirinha são boas companhias pode te ajudar;
  5. Modo Tv (ou seja, a câmera ajusta o diafragma em função do tempo que você colocar para que a fotometria fique no ponto onde você escolher), você vai colocar o tempo de 1/10 e ver como vai sair a foto, se ficar congelada é porque a água está devagar, aumente o tempo (lembre-se que quando se trata de número fracionário, quanto maior o denominador, menor o número), caso fique suavizado demais diminua o tempo. Minha recomendação é fazer com 1/10 e ajustar depois, mas com o tempo você pega a manha e fala: “ah-háá, essa água tá correndo num tempo ótimo de 1/5, artemanhas da fotografia que seu cérebro vai aprendendo);
  6. Caso não esteja com tripé, evite ficar tirando fotos na maior distância focal de sua lente. Ou seja, se sua lente for 18-55, bata em 18, aproxime-se. Se for 70-200, bata em 70. Pois isso vai lhe ajudar a não deixar a foto tremida;
  7. Não se preocupe com o diafragma, visto que você está usando Tv, apenas coloque o fotômetro no zero, faça a medição de luz em um ponto onde você julga heterogêneo (em termos de luminosidade), faça o foco e a foto;
  8. Bater no Manual neste caso dá quase no mesmo que bater no Tv, se você quiser fazer ajustes finos, bata uma foto no Tv, dê uma roubada e veja o que a câmera fez, a partir daí use seu conhecimento para chegar no resultado que quiser;
  9. Conforme meu amigo André citou nos comentários, um filtrinho de densidade neutra ou ND, ou talvez um polarizador podem ajudar a sub-expor sem fechar o diafragma.

Você vai ver, depois que bater a foto e olhar no LCD, vai ficar surpreso! Espero ter ajudado!

Efeito Véu

Velocidade: 1/5 seg
Diafragma: ƒ/20
ISO: 100
Distância focal: 38mm
Lente: Canon 28-135mm f/3.5-5.6 USM

Fotos da Lua como você sempre quis

Olá, bom dia de terça feira a todos! Esse post pretende dizer dicas legais para tirar fotos da Lua como você sempre quis.

Dependemos exclusivamente de nosso Astro para o sucesso, talvez aí esteja a maior dificuldade em conseguir fotos legais. Não é sempre que dá pra tirar fotos da Lua, pois ela precisa estar de uma certa forma “preparada” para as fotos. Eu fiz umas tentativas no domingo de madrugada e com o decorrer das fotos fui tomando nota dos detalhes mais importantes e da configuração ideal.

A parte da Lua:

  1. Lua cheia é mais fácil, quanto maior o tamanho dela e mais perto, melhor; obviamente;
  2. Se ela estiver muito brilhante, vai ser mais fácil fazer as fotos, mas não vai sair com muitos detalhes. Portanto: nem muito clara e nem muito escura;
  3. Sem nuvens na frente ou com nuvens, tente explorar cada uma das situações, lembre-se, não existe condição não favorável, sua imaginação está aí pra isso, use-a;
  4. Mesmo assim, o que eu quero dizer com esses 3 itens é justamente o que eu disse no primeiro parágrafo, ou seja, não é sempre que dá para fazer as fotos.

A sua parte:

  1. Tenha paciência, se estiver sem tripé tire fotos no modo burst;
  2. Um tripé é recomendado, mas dá para fazer boas fotos sem ele;
  3. Utilize a lente com maior distância focal que você tiver (óbvio né).

A parte da câmera (agora é que são elas..):

  1. ISO100 ou ISO200, evite passar disso para não granular a textura da superfície da Lua;
  2. Diafragma fechado, f/16 ou f/22 (por isso eu recomendo o uso do tripé), o diafragma fechado vai garantir os detalhes;
  3. Estando estes 2 parâmetros fixados, mexa no tempo de exposição e veja o resultado, é um pouco de tentativa e erro mesmo no início; você não tem parâmetro de comparação nenhum porque o fotômetro não irá ajudar muito, pois existe um breu e uma claridade muito forte, então quando ele fizer a média, não vai acertar 100%. O que você pode fazer é configurar o fotômetro para Spot, de forma que ele não faça a média por um todo, mas mesmo assim aconselho a não guiar-se muito pelo fotômetro;
  4. Coloque para bater em RAW.

A parte da pós produção (Lightroom e Photoshop, porque a Lua merece - agora é que são elas, parte II):

  1. Caso o céu não tenha saído preto, adicione um pouco de blacks, pois isso irá facilitar todo o trabalho de manipulação, tornando os elementos céu e Lua mais simples;
  2. Dê uma esquentada nos tons da foto, a Lua um pouco amarelada é sempre mais bonita (pelo menos na minha opinião!), exceto que você queira transmitir uma imagem muito natural;
  3. Fora isso, não mexa muito, mas sinta-se a vontade para fazer ajustes no contraste e no brilho, tomando cuidado para que o céu não deixe de ser preto;
  4. Como muitas objetivas causarem aberrações cromáticas nas arestas dos objetos, é válido que se corrija isso no Photoshop: você vai pegar a ferramenta seleção e fazer uma seleção certinha em volta da bola da Lua, depois vai no menu Selection > Contract e vai mandar contrarir 3px, em seguida vai inverter a seleção (Select > Invert) e apertar del para apagar tudo em volta! Certifique-se de que o background-color esteja preto. Entendeu? Caso não tenha entendido escreva nos comments para que eu faça de maneira ilustrada. Isso faz com que a borda da Lua fique limpa, sem blur e os malditos serrilhados!
  5. Caso seja de seu interesse, você pode pegar esta mesma seleção, inverter de volta, expandir 3px (estou fazendo o caminho inverso), fazer um novo layer da Lua (Layer > New Layer Via Cut) e adicionar um drop shadow de leve para dar a impressão de que a Lua está com uma áurea em volta dela, com uma transparência bem alta (cores sugeridas: laranja, vermelho, e o que sua imaginação permitir).

Bom, acabei. Estas são minhas observações e o trabalho que fiz com a foto abaixo, o resultado deste post é exatamente esse. Usei uma lente horrível da Tamron de 300mm que me deu uma aberração cromática absurda, corrigi no Photoshop com esses artifícios. Espero que gostem do post, provavelmente o próximo post será sobre carros.

Velocidade: 1/80 seg
Diafragma: ƒ/16
ISO: 100
Distância focal: 300mm
Lente: Tamron 70-300 ƒ/4-5.6

Fotografando festas infantis

Olá, boa sexta-feira a todos! Nesse post eu pretendo dar umas dicas para conseguir fotos legais de festas de crianças. Um assunto muito fácil de fazer. Festas infantis são eventos muito legais de serem fotografados pelo fato de que o fotógrafo se sente confortável no ambiente porque simplesmente as crianças o ignoram (eu julgo isso de maneira positiva, pois abre mais chance de você colocar sua cabeça para imaginar fotos mais legais, mas isso depende muito da mamãe do aniversariante). Se for em uma casa de festas daquelas que tem vários brinquedos então melhor ainda, pois sempre há mini cachorro quente, salgadinhos, pipoca, etc. iluminação abundante, fundos para fazer as composições mais fantásticas, movimentos de ação e cenários temáticos.

Agora a melhor parte: as crianças nunca saem ruins nas fotos, sempre saem espontâneas e você não precisa perder tempo retocando rosto depois porque simplesmente não há o que retocar.

Pronto! Consegui fazer com que você pense que fotografia de festa de criança é fácil? Que bom, porque este é o primeiro passo para enfrentarmos este DESAFIO: achar que é fácil.

Agora eu já posso falar: as crianças são rápidas, muitas delas não param quietas, querem aproveitar intensamente todos os minutos da festa, o(a) aniversariante (pessoa mais importante da festa) está pouco ligando para seu trabalho e ainda corre de um lado para o outro. O pior: você vai acabar ficando mais suado que ele(a), acredite.

Então como conseguir fotos boas com seu equipamento pesado e sensível neste pandemônio? Bom, não sei, mas creio que as dicas abaixo devam lhe ajudar bastante.

  • Iluminação:
  1. Como todo bom fotógrafo de festas, você possui um refletor de 1000 watts e vai levá-lo para tirar fotos perto da mesa do bolo e utilizar como luz de preenchimento para tirar fotos das pessoas nas mesas;
  2. Cuidado com a lâmpada amarela no refletor, se possível use lâmpada branca (é um pouco mais cara mas vale a pena), digo isso porque nas casas de festas as cores são muito vivas e tendem a puxar para tons amarelados naturalmente;
  3. C u i d a d o  com seu tripé e a lâmpada fervendo, não fique trocando o tripé de posição toda hora, afixe-o em um local e deixe-o lá a festa inteira, pois você não vai querer uma criança se machucando por causa de um tropeção no fio ou encostando a mãozinha na lâmpada;
  4. Para evitar isso, leve fita crepe e prenda o fio no chão, não economize fita;
  5. Se você não tiver um refletor, utilize seu flash difuso (recomendo o Lightsphere Cloud III, do GaryFong) na força +1 1/2 ou +2.
  • Momentos e clicks:
  1. Existem alguns momentos mágicos nas festas de crianças, você vai conseguir as melhores fotos nas horas em que as crianças não perceberão que você está por perto, para isso leve lente zoom para não chegar muito perto, mas também não leve uma 70-200, o ideal é uma 18-55mm ou 28-135mm; aproveite quando a festa está em 3/4 de duração para fazer estas fotos porque as crianças estão atônitas a esta hora;
  2. Ajoelhe-se, deite no chão, brinque com as crianças, “pague mico”, não fique atrás de sua câmera o tempo todo, faça amizade com o palhaço/mágico (isso é muito importante), esta talvez seja a dica crucial do tópico: tire as fotos na altura dos olhos das crianças, se ela estiver com os pais do lado, procure uma altura mediana ou peça para os pais abaixarem, nunca tire fotos de cima para baixo, a estrela da foto é a criança, e não os pais dela;
  3. Se a festa tiver piscina de bolas, você é um felizardo. Entre lá dentro com a lente mais grande angular e faça excelentes fotos, procure aumentar o ISO um pouco nesta hora, pois geralmente as piscinas de bolas são escuras e quando você disparar o flash, vai ficar com um aspecto muito contrastado de escuro/claro, de forma que só o que seje iluminado pelo seu flash vai aparecer claro, o resto aparecerá preto, cuidado para uma bola não acertar sua lente;
  4. A estrela é o aniversariante, mas não se esqueça dos pais, eles gostam de fotos artísticas de seus filhos, mas também querem ter fotos documentais para guardar de recordação (tradicional), para isso, aproveite a hora em que a criança não está suada/suja e tire logo as fotos com os pais, faça isso no início, no meio e no fim da festa;
  5. Hora do parabéns: irão ter várias crianças ao redor da mesa (convidados) e estas dificilmente também se importam com o seu trabalho; mas você deve ficar de frente para o aniversariante, do outro lado da mesa, na primeira fileira, elas irão lhe respeitar;
  6. Falando em parabéns, lembrei de bolo, e em seguida lembrei de docinhos então aqui vai a dica: faça as fotos dos docinhos e da mesa antes de mais nada!! Verifique se há forminha sem docinho e retire-as (quem nunca pegou um docinho antes da hora que atire a primeira!);
  7. Procure ir em dupla, um fotografa o tema principal e documental e o outro faz fotos artísticas e tentativas que se forem fracassadas não está tudo perdido (fotógrafo backup).
  • Cuidados:
  1. A fumaça: muitas festas de crianças possuem aquela fumaça branca, aquilo além de engordurar e umidecer sua lente, faz um caos nas suas fotos. Leve um paninho mágico (aqueles de limpar óculos) consigo para checar se a lente está limpinha;
  2. Cuidado com o ISO baixo, pois você pode precisar fazer uma foto rápida por conta dos movimentos das crianças e acabar não conseguindo porque o ISO estava baixo e você teve que aumentar o tempo para a foto não ficar escura;
  3. Crianças não gostam de fotos embaçadas, mais um motivo para aumentar um pouco o ISO;
  • Pós-manipulação:
  1. Explore o cut-out (técnica de tirar todas as cores de uma foto, exceto uma), utilize o filtro radial blur do photoshop em um layer em volta do assunto principal, sempre cai muito bem;
  2. Apague as fotos mais tremidas;
  3. Utilize as fotos que você fez em modo burst, faça alguma coisa com elas, coloque uma ao lado da outra, faca um painel, enfim: explore isso;
  4. Evite fotos em preto e branco, porque crianças não gostam e quem tem que gostar do trabalho são elas, e não os pais (na minha opinião [é claro que uma criança de 2 anos... enfim, você entendeu]), então use bastante cores, sature muito pouco algumas das fotos.

Bom, espero ter lhe ajudado bastante com este post, pois aí vão as dicas que eu mais utilizo quando estou fotografando este tipo de evento. Caso eu tenha esquecido de alguma coisa, falem nos comentários. Obrigado pela leitura e bom fim de semana para você!

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