Pool do Flickr: Crônicas Fotográficas do RJ

O Flickr! é muito interessante. É um excelente local para compartilhar fotos e ver muita arte bonita de pessoas que realmente tem talento, mas além disso, também é um espaço para fazer novas amizades. Dentre tais amizades que eu fiz, conheci o grupo Crônicas Fotográficas do Rio de Janeiro - CFRJ. É um grupo unido, que as vezes sai junto pra fotografar partes do Rj, portanto se você é carioca, entre no crônicas e fique de olho na agenda do grupo, as vezes as pessoas postam lá onde será o próximo encontro. O legal é que os encontros não se limitam somente a tirar fotos e “tchau”, às vezes nem tiram fotos, simplesmente se reúnem para falar de fotografia, que vai desde exposições no Ateliê da Imagem até bares e roda gigante da Skol, heheh.

As fotos mais legais fotos eu tiro nos encontros do Crônicas, no início do ano fui com o grupo para o bloco de rua Gigantes da Lira e Banda de Ipanema. É realmente muito bom você ter um grupo legal para sair e fotografar, e o crônicas é bem animado!

Além disso, o CFRJ reforçou uma amizade que eu ganhei através do Flickr!, o Osmar Shineidr (whereohwhere), tem um estilo muito característico, com fortes contrastes, fotos profundas e que querem dizer sempre alguma coisa; muito bom! Fica a dica do Flickr! dele para quem quiser ver seu trabalho. Acho que de tanto eu ver o trabalho dele, eu absorvi um pouco do estilo. Julgo isso como um fator muito positivo!

A foto abaixo foi tirada no encontro que fizemos no Carnaval 2008. Neste dia fomos no Gigantes da Lira, que é um grupo onde só saem crianças e tem muitos palhaços; compramos confetes para dar para as crianças, mas quem se divertiu mais fomos nós fazendo fotos em alta velocidade com tempos acima de 1/60 seg. Quem está na foto é a Barbara (barbaraporto), ela é a administradora do Crônicas e também tira fotos muito boas, pena que é do time da Nikon (hehe, brincadeira, gosto muito de Nikon também, só prefiro Canon porque já tenho coisas da marca e caso fosse trocar teria que comprar tudo de novo já que não é compatível).

Velocidade: 1/80 seg
Diafragma: ƒ/5.6
ISO: 400
Distância focal: 50mm
Lente: EF18-55mm ƒ/3.5-5.6 (Kit)

Seguro de equipamento

Boa tarde a todos. Nesse post vai uma dica ótima de quem pretende proteger o seu equipamento. É uma empresa que fica em SP, mas que oferece cobertura em todo o Brasil, o nome é Kertzmann Corretores. Ela trabalha com a seguradora Porto Seguro para fazer a a apólice de seu equipamento.

Pontos positivos:

  1. Oferece cobertura com a Porto Seguro no Brasil inteiro
  2. Preços
  3. Não precisa da nota fiscal do equipamento, basta mandar uma foto com o número de série, isso é bom porque muitas vezes eu compro equipamentos na BH ou usado

Ponto negativo:

  1. O ddd de contato é 11 (São Paulo) e não tem 0800, portanto quando preciso ligar para lá eu tenho que pagar mais

A Kertzmann é conhecida no meio fotográfico, lá no site deles tem o endereço, os telefones e o contato. O site é simples, mas a corretora não deixa nada a desejar. Muito bom e simples, como deve ser (não, não estou ganhando nada, haha).

Enquadramento: Regra dos Terços

Um simples enquadramento bem feito pode salvar uma foto! E nesse post eu darei dicas de como enquadrar legal sem ajuda da polícia, utilizando a regra dos terços (nossa, alguém entendeu a piadinha da polícia? Que coisa mais sem tosca, hahaha).

Enfim, a regra dos terços é simples, não peça para explicar o porque do resultado sai melhor, simplesmente faça e você verá a diferença, acredite, ela envolve uma coisa chamada proporção áurea, mas isso é papo para outro post - vou tentar definir uma relação entre os dois fatores).

Em suma: Regra dos Terços é uma técnica utilizada para se obter melhores resultados. Para utilizá-la deve-se dividir a fotografia em 9 quadros, traçando 2 linhas horizontais e duas verticais imaginárias, e posicionando nos pontos de cruzamento o assunto que se deseja destacar para se obter uma foto equilibrada, geralmente em retratos são os olhos das pessoas. Os olhos também são o local onde você deve focar para obter uma profundidade de campo legal quando utiliza diafragmas mais abertos (não há uma opinião unânime sobre onde focar, mas empiricamente os melhores resultados são quando se foca nos olhos)

Entendeu a regra dos terços? Vê a imagem abaixo que fica mais fácil! Repare que o centro da árvore está no nó inferior direito, e a linha do horizonte está alinhada também, você consegue resultados mais homogêneos.

Depois de ler esse post, faça os testes. Tire uma foto de uma pessoa e enquadre-a no centro da foto, depois faça um crop, ou tire outra foto colocando a região entre os olhos da pessoa no ponto superior direito ou esquerdo da foto (isso fnciona muito bem para enquadramentos verticais). Aliás, eu adoro enquadramentos verticais e a maioria das minhas fotos recebem esse tipo de enquadramento!

Outra dica legal quando for fazer um retrato, é dar uma pequena entortada no ângulo, junte os dois e você terá uma outra visão sobre a foto, experimente.

Lembre-se sempre disso quando for fotografar: coloque o assunto principal da foto em um dos nós.

Olha o exemplo, acima temos uma foto em que o enquadramento não obedece a regra dos terços, e também não tem rotação: o que você percebe? “Tá a foto até que ficou legal, mas é só mais uma foto”.

Agora note a diferença sutil: é a mesma foto, porém com o enquadramento obedecendo a regra dos terços e um pouco de rotação. Note que os olhos da modelo estão no nó superior esquerdo da foto. A foto fica mais equilibrada e harmônica.

Existem outros tipos de enquadramento também, irei abordá-los nos próximos posts, uma sugestão para você saber quando eu posto algo no blog, é assinar o feed do meu blog, desta forma você saberá sempre quando eu posto. A informação vai atrás de você, e não você atrás dela (gostou da frase de impacto?)

Como fazer macros de flores

O objetivo desse post é dar dicas em geral para você tirar fotos de flores, dicas estas que são tanto na configuração da câmera como na produção do seu pequeno ambiente de trabalho, que pode ser tanto um bosque quanto um vaso de planta que você tem na sua casa.

Flores são relativamente pequenas e merecem um cuidado especial no manuseio na hora de fazer a foto, cuidado para não “machucá-la”, pois como você vai fazer macro, escolha uma flor que esteja bem inteirinha e arrume uma posição legal para fotografar. Bom, vamos ao que interessa:

  • Ângulo e enquadramento: pare e observe as flores como se você não as fosse fotografar, olhe como você sempre olha para elas e esta seja somente mais uma olhada. Olhou? Pronto, agora está aí o ângulo que você não deve fotografá-las. Resumindo: procure fazer ângulos não rotineiros, não fotografe-as de cima para baixo (caso elas estejam perto do chão); procure sempre abaixar e ficar à altura delas. Prepare-se para sujar os joelhos. Leve esta dica realmente ao pé da letra, fotografe em ângulos incomuns e você terá resultados surpreendentes. Quanto ao enquadramento, evite isolar a flor das outras, mantenha-a perto das demais, mas não juntas.
  • Qual lente utilizar: como vamos fazer macros, uma lente zoom é bastante indicada, pois dá para fechar o quadro completamente na flor sem precisar ter que andar para frente o para trás: realmente fica mais confortável. Escolha uma lente que possua bastante zoom, desta forma a profundidade de campo (ou DoF - depth of field) fica menor, dando assim um foco mais seletivo no assunto, mas cuidado com flores que tenham “cabinhos” (não sei o nome, mas na flor rosa dá para ver), pois eles podem ficar muito fora de foco de forma que não dê para perceber que é um “cabinho”. Quando as flores tiverem cabinhos, procure fechar um pouco mais o diafragma.
  • Quando fotografar: o melhor momento para fazer fotos de flores é logo depois da chuva, pois você tem a facilidade das gotas naturais já nas flores e o conveniente de não se molhar, se a flor estiver “ensopada”, dê uns toques nela para que a água caia, pois se ela ficar carregada, ela vai acabar “olhando” para baixo. Se você for fotografar em dias de Sol, certifique-se de que o Sol está atrás de você (o Sol é seu amigo e está sempre do seu lado); prefira os horários de manhã e no final da tarde.
  • Como faço para conseguir as gotas se não chove? Basta usar um borrifador. Isso a princípio pode soar grosseiro, mas um borrifador daquele que os cabeleireiros usam para molhar seu cabelo são ideais para simular as gotas. A maioria dos borrifadores tem uma rosquinha na ponta que você consegue controlar a distância do esguicho versus o tamanho das gotinhas, use a bel prazer e o resultado será surpreendente.
  • ISO: como geralmente você vai fotografar flores em ambientes outdoor, tente usar o menor ISO possível, pois consegue-se mais nitidez nos detalhes. Eu tento sempre usar o ISO100 ou ISO200, só se estiver na sombra é que eu uso talvez um ISO350.
  • Polarizador: caso você tenha esse filtro, use-o para controlar a refração da luz nas gotas, tire a foto, dê o zoom no LCD para ver como ficou; com esse filtro você consegue fazer com que elas fiquem mais ou menos transparentes, dando assim ênfase ou não nas gotas.
  • Flash: em dias de Sol brando, evite usá-lo, pois irá conferir à textura da flor uma característica que tira um pouco dos detalhes, obviamente, utilize caso queira atingir o resultado. Lembre-se que flores adoram luzes difusas, portanto nunca usar o flash diretamente, utilize um rebatedor ou um difusor caso não tenha.
  • Onde encontrar belas flores? Às vezes uma bela flor está mais próxima do que você imagina. Se você mora em condomínio, desca e procure, se você não tem, vá à uma floricultura e compre uma. Olha que maravilha: você compra a flor, fotografa, põe em prática o que você aprendeu, revela as fotos e ainda dá a flor de presente para a pessoa que você ama!
  • Vento: talvez esse cara seja um dos seus piores inimigos quando você está em ação com as flores! Para isso, utilize velocidades maiores, como eu fiz por exemplo nessa imagem abaixo. Utilize velocidades abaixo de 1/160 para congelar os movimentos. Ou caso o vento esteja muito forte, junte-se a ele e tente fazer algo fantasioso e tentar registrar a suave força do vento sobre as flores.

A foto abaixo foi tirada na luz da manhã, com o Sol atrás de mim e um flash com um difusor do tipo LightSphere Cloud 3. O flash estava em -1/2. Utilizei-o só para evitar eventuais sombras (isso é conhecido como fill flash - flash de preenchimento). Fechei bastante o diafragma por dois motivos: (1) tinha luz suficiente que me permitia fazer isso de forma que a fotometria ficasse ideal (repare no ISO); (2) essa flor tem o “cabinho”, se eu utilizasse um ƒ mais aberto, o cabinho ficaria muito fora de foco.

Flor

Velocidade: 1/160 seg
Diafragma: ƒ/13
ISO: 100
Distância focal: 135mm
Lente: Canon 135mm ƒ/2.0 L

Espero que tenha gostado! Ficaria feliz se você experimentasse o que foi escrito aqui e postasse a sua experiência nos comentários! Um bom início de semana a todos!

Livro: Fotografia Digital na prática

Ganhei de presente do dia dos namorados um livro que parece ser muito legal, ainda não parei pra ler, mas pelo pouco das páginas que li aleatóriamente, parece ser ótimo! Posso dizer que já recomendo o livro sem ler. A linguagem é muito técnica e objetiva, não é um livro que fala sobre teoria. Incrível, toda página que eu abro eu vejo algo muito interessante!

  • Resenha:

Scott Kelby, autor do best seller mundial Adobe® Photoshop® CS3 para fotógrafos digitais, aborda neste novo livro o lado mais importante da fotografia digital: como obter fotos com qualidade profissional utilizando os mesmos truques que os grandes mestres da área. Eis a fórmula de sucesso de segundo o próprio autor: “Se um amigo me perguntasse: ‘Scott, o que devo fazer para fotografar essa flor deixando-a em foco e, ao mesmo tempo, mantendo o fundo fora de foco?’ Pode apostar que eu não me preocuparia em dar uma aula de fotografia. Eu apenas diria: ‘Pegue sua lente zoom, configure o f/stop como f/2.8, focalize a flor e fotografe.’ Esse é o conteúdo deste livro: você e eu saímos para fotografar, e eu respondo a suas perguntas, dou alguns conselhos e compartilho muitos segredos que aprendi, exatamente como eu faria com um amigo; sem dar todas aquelas explicações técnicas nem usar jargões de fotografia.” Este não é um livro teórico e não está cheio de termos confusos ou conceitos detalhados. É um livro que ensina qual botão pressionar, que configuração utilizar e quando utilizá-la. Com quase 200 dos mais bem guardados ‘truques’ da fotografia, ests obra será seu guia de bolso para que você tire fotos melhores, mais nítidas, mais coloridas e com a aparência profissional que sempre desejou. Com cada lição e sua respectiva foto ilustrativa explicada página a página, você aprenderá as principais técnicas para transformar suas fotos doméstica sem trabalhos artísticos. Se você está cansado de tirar fotos que parecem apenas ‘mais uma’ e deseja registrar imagens dignas das melhores revistas de fotografia, não deixe de ler este livro.

  • Sumário:

Capítulos:

  1. Dicas de profissionais para obter fotos nítidas;
  2. Fotografando flores como um profissional;
  3. Fotografando casamentos como um profissionais;
  4. Fotografando paisagens como um profissional;
  5. Fotografando esportes como um profissional;
  6. Fotografando pessoas como um profissional;
  7. Evitando problemas como um profissional;
  8. Tirando proveito da tecnologia digital como um profissional;
  9. Tirando fotos de viagens e cidades como um profissional;
  10. Como imprimir como um profissional e outros detalhes interessantes;
  11. Receitas para ajudá-lo a conseguir ‘a foto’.

Fotografia Digital na prática

Tá aí a dica! Bom fim de semana para todos! E obrigado pelo presente, Fran! Realmente gostei muito (até fiz um post, tá vendo?) XD

Review do Adobe Lightroom

O Lr (Lightroom) é um programa feito pela Adobe para facilitar a vida de fotógrafos, isso é fato. Deus abençoe a Adobe! Leiam e você saberá porque.

Sempre me perguntam porque não o Photoshop e sim o Lightroom, visto que o você tem todas as funcionalidades no Photoshop. A resposta é simples: o Ps (photoshop) é um programa para edição de imagem, e o Lightroom é para manipulação, além disso eu tenho toda minha Library de forma organizadíssima no Lightroom. Na manipulação de uma imagem, você não consegue mexer em elementos diferentes dentro da mesma imagem, e sim ela por um todo, ou seja, tudo que você faz influencia na foto toda; no Lr não é possível criar layers e mexer somente em alguns detalhes da foto (exceto pela função “Spot Correction”). A verdade é (pelo menos na minha opinião): quanto menos photoshop, melhor. Então eu também uso o Lightroom como uma forma de disciplina para tentar fazer com que minhas fotos sofram o mínimo de edição (nem tenho o Photoshop instalado pra não cair em tentação, rs), elas têm que ser o que elas são. Eu acho que isso faz a diferença na hora do resultado de suas fotos. Se você tirar as fotos e depois ter que corrigir todas elas, há algo de errado.

Bom, chega de fazer propaganda do Lr (como se eu não fosse fazer mais) e vamos ao que interessa, Nesse post eu vou destacar algumas das funcionalidades que eu acho interessante no Adobe Lightroom e que são uma mão na roda. Começando pela principal vantagem, que é a facilidade de se fazer trabalhos em lote (batch jobs), ou seja, você mexe em uma foto e consegue aplicar em outras a mesma confiuração que você fez, usando ctrl+c e ctrl+v, isso mesmo, você copia só a configuração aplicada; e isso tudo é visto em forma de Library, que permite que você visualize as fotos em miniatura. Colocando em exemplos: eu tenho uma modelo posando e tiro 200 fotos com praticamente o mesmo tipo de iluminação, e suponha que o white balance da sua câmera foi configurado errado. O que fazer (além de arrancar os cabelos, de raiva)? Abriria uma por no Photoshop e consertaria, ou criaria um Action para facilitar, mas mesmo assim teria que abrir uma por uma. Tá, dá pra fazer um action e jogar ele na pasta em formato de droplet e arrastar todas as fotos para “dentro” dele, mas po, muito trabalhoso. Na genialidade do Lightroom vc aplica a configuração “perfeita” em uma foto, copia essa configuração com ctrl+c, seleciona todas as outras fotos na Library, e cola! Olha que perfeito!

Antes de começar o próximo parágrafo, cabe explicar: o que é o metadata de uma foto? É toda informação dentro do arquivo que não é a imagem em si. Acho que não fui claro, mas se você entendeu assim, pode passar pro próximo parágrafo, continue caso ainda não tenha entendido. Quando você clica para a câmera tirar uma foto, ela grava um arquivo no cartão de memória, esse arquivo tem a foto (obviamente) e algumas informações a mais, como a data e hora, o iso utilizado, a lente, o modelo, o número de série da câmera (sim, isso é gravado nas fotos), e mais algumas informações. Estas informações que eu citei fazem parte do EXIF, porém não confunda. Metadata é mais do que isso. O EXIF faz parte do metadata (na verdade o EXIF é a informação técnica da foto, o metadata são extras). Inclusive a Nikon lançou uma câmera que tem um GPS integrado que adiciona as coordenadas no metadata no momento em que a foto é batida (excelente idéia).

Além disso, outra funcionalidade muito boa é a preservação metadata da foto, isto é: quando você usa o Lightroom em uma foto, ela não perde o EXIF, muito pelo contrário, você pode adicionar informações no metadata, como por exemplo o lugar onde ela foi tirada, o nome do criador, etc. - já perceberam que todas as minhas fotos têm escrito no canto inferior esquerdo o meu nome e o meu site? É por isso. Pois sempre na hora de importá-las para a Library, eu mando adicionar esse texto no metadata da foto, no campo copyright. Ele automaticamente insere isso em todas as fotos, depois quando eu mando exportar (você vai entender o porque da exportacão, continue lendo), ele insere a marca d`água, tudo automático e muito fácil.

É possível ver informações deste tipo, e adicionar copyright

A Library do Lr é orientada à metadata, isto significa que você pode fazer buscas em suas fotos por eles usando a função metadata browser! Na verdade o “grande lance” do Lightroom é a Library. Veja como ele é para o nicho de fotógrafos: dá pra fazer um filtro (clicando e apertando ctrl para selecionar o próximo campo também) para me mostrar somente as fotos que foram batidas do dia 5 ao dia 7 desse mês, sem flash, com ISO100, lente 28-135 com f/5.6. Ele me mostra somente o que eu selecionei, bem fácil de achar (agora imagine isso para TODAS as suas fotos).

É possível fazer filtros de busca com o metadata browser

Porque eu tenho que exportar as fotos para ter os jpgs? Porque o Lightroom trabalha com um arquivo de catálogo (Lightroom Catalog.lrcat). Quando você manda importar as fotos para uma Library, o Lr grava os arquivos na pasta, até aí tudo bem. Qualquer modificação que você vá fazer na foto por dentro do Lr, você deve fazer e mandar exportar pelo Lightroom clicando em File » Export. Resumindo: as fotos ficam nas pastas, e as alterações feitas por você (somente as alterações) ficam no arquivo de catálogo, o que você vê quando mexe em uma foto no Lightroom não é o resultado final, e sim uma pré-visualização; pois para gerar o jpg final você deve mandar exportar, desta forma ele salva as alterações que você fez (que ele tem gravado no catálogo) na foto e gera o jpg onde você quiser. Inclusive no export, se você marcar a opção “Add Copyright Watermark“, ele irá pegar o nome que está gravado no metadata e colocar no canto inferior direito. Você pode selecionar mais de uma foto e exportá-las todas de uma vez! Exportar é tudo de bom, pois você fica com seus arquivos jpg originais na pasta e caso queira a foto modificada, basta ir nela e mandar exportar, que ele vai lembrar o que você fez e vai salvar no lugar que você quiser.

O suporte à arquivos RAW é maravilhoso. E suporta quase todos os tipos de câmeras que gravam neste formato. Para quem trabalha muito com RAW, o Lightroom é altamente recomendado, pois além do programa ficar mais rápido (porque ele não trabalha com informações pré-compiladas e sim com um arquivo fonte, digamos assim [mas essa característica é comum a todos os programas de imagem]). Tanto o Lightroom como o Photoshop utilizam o mesmo engine para mexer nos arquivos raw. Que é o Adobe Camera Raw, esse “subprograma” funciona da mesma maneira tanto no Lr quanto no Ps.

Presets! Presets! Presets! Uma grande funcionalidade do Lightroom que eu adoro explorar são as presets! Sabe quando você faz uma alteração em uma foto e fala: “caramba, transformei a foto da água pro vinho! Queria poder salvar só essa configuração para aplicar em outras fotos”. Pois é, o nome disso é Preset.
Presets são “estações” que você grava que guardam as configurações que você aplicou na foto! É exatamente isto. Supondo que eu consegui fazer uma alteração em uma foto modificando ela para preto e branco, dei uma mexida no contraste, na saturação, brilho, etc. de forma que ficasse explêndido!! Pronto! Eu salvo a preset com o nome “Preto e branco explêndido” e sempre quando eu quiser aplicar as mesmas configurações em outras fotos, eu clico no nome da preset e plim! Uma grande vantagem é que você pode importar e exportar presets, de forma que se você tenha um amiguinho que também mexa com fotografia, vocês trocam presets, olha que divertido! Existem sites na internet que tem milhares de presets para download, tudo de graça, em vários sabores.

Espero ter ajudado de alguma forma com minhas palavras sobre este software. Uma boa quarta-feira a todos!

Como tirar fotos de silhuetas indoor

Não são necessários muitos recursos para conseguir boas fotos de silhuetas dentro de um local, tudo que você precisa é uma lâmpada spot (de preferencia em um tripé) ou caso não tenha, uma lanterna.

Você precisa ter sempre em mente o seguinte: o assunto principal que eu vou fotografar deve estar no escuro e o fundo iluminado, somente o fundo, portanto você vai apagar todas as lâmpadas, menos a spot (obviamente), se o fundo for claro fica melhor, pois vai dar mais contraste. A lâmpada spot é ideal porque devido ao fato dela ser direcionada, ela ilumina somente para onde você a apontou (eu uso aquelas lâmpadas de jardim que usam embaixo das árvores).

A configuração do estúdio (falo estúdio, mas pode ser qualquer lugar) deve ser dada de maneira com que a ordem fique: parede, lâmpada spot e modelo, ou seja, a lâmpada deve ficar entre o modelo e a parede, lembre-se que queremos a silhueta dele, e não ele iluminado, portanto iremos apontar o spot de luz para o fundo.

Pronto, já temos o ambiente configurado, se você posicionar o modelo e ver a silhueta, então podemos passar para as configurações na câmera. Obviamente, você deve utilizar as configurações que se encaixarem melhor no seu panorama; recomendo tirar algumas fotos até acertar, mas em hipótese alguma tire as fotos a esmo e configure a câmera no modo tentativa-e-erro, faça as fotos com consciência do resultado que será provcado. Caso não saiba por onde começar, faça o seguinte:

  1. ISO400 com velocidade de 1/40 ou 1/60 ou ISO800 com velocidade de 1/20
  2. MF (manual focus)
  3. Abertura de ƒ/5.6 ou ƒ/6.3 (para pegar os detalhes do cabelo com nitidez

Se ainda não ficar certo, siga as dicas abaixo:

  • Ignore o fotômetro da câmera, ele vai ficar meio maluco porque você tá apontando a câmera para um assunto que tem iluminação zero ou muita iluminação, não é uniforme; e dependendo de como esteja configurado a área de operação dele, ele vai fazer a média do que tá claro + o que tá escuro e te dizer pra abrir ou fechar mais
  • Use tripé nas primeiras fotos, depois abandone-o
  • Seu AF (autofocus) provavalmente não irá funcionar quando você estiver tentando focar no modelo, pois o AF trabalha com luz, então você deve fazer o seguinte: direcione a luz de uma lanterna no rosto do modelo, enquanto a luz estiver acesa, focalize e passe para o MF

Bom, espero ter ajudado. Até a próxima.

Silhueta no fundo azul.

Velocidade: 1/20 seg
Diafragma: ƒ/6.3
ISO: 100
Distância focal: 135mm
Lente: Canon 135mm ƒ/2.0 L

Spoleto Del Sole

Gostaria de agradecer a todos que votaram ou compareceram para que eu conseguisse o segundo lugar na categoria de fotos no promovido pelo Spoleto: o Festival Del Sole!

Houve uma vernissage mega legal lá no Shopping da Gávea, no dia 27 de maio, com os ganhadores que participaram, todos são muito simpáticos e com jeito de empreendedores! A foto que eu mandei para participar foi a do Saxofonista Praiano, também escolhida pela Natália para a capa da Revista Click.

Todas as fotos que o meu amigo Duim tirou na vernissage podem ser vistas no meu portfolio, ou então clicando aqui para ir direto para o álbum. O Spoleto também vai colocar no site as fotos que o meu amigo Cadu Alves (fotógrafo do Spoleto, é ele quem fotografa os pratos e os materiais para publicidade) tirou.

Link no Flickr para a foto do Saxofonista Praiano.

Eu na vernissage olhando para o pôster

Quem for ao Spoleto do Shopping da Gávea vai ver a minha foto lá na parede (vocês ainda não perceberam que a idéia deste post é “comam no spoleto” ? Hahaha, brincadeira). Mas enfim, aquele Spoleto de lá é diferente dos outros, pois ali é um “espaço de arte Spoleto”, achei bem bacana a iniciativa que o proprietário tomou de transformar seu restaurante em um cantinho onde se pode admirar a arte! Inclusive parabéns para a Amanda, por organizar uma vernissage tão legal!

Contrastes urbanos de uma cidade grande

Essa foto me fez observar como o mundo das crianças é tão feliz, tão mais leve, tão melhor! A diferença é gritante né?

O menino tá ali com seu patinete; estático, cultivando a presença dos detalhes, observando, ouvindo, sentindo tudo ao redor dele, de chinelo, camisa e short; para nós pode parecer incômodo, mas para ele aquela é a posição mais confortável do mundo, tudo ali se encaixa, a altura do menino com a do patinete, é tudo perfeito (nossa, tô parecendo um velho de 74 anos cheio de dor na hérnia de disco falando isso, hahaha). Enquanto do outro lado temos um borrão feio e que consegue ser mais monocromático do que o restante da foto, um borrão que anda mais rápido do que o senhor que está no fundo, um borrão apressado, que não presta atenção nos detalhes, que não sente, que não ouve nada, não observa, que não usa chinelo e nem short e provavelmente está dentro daquele terno desde às 8 da manhã, um borrão que se enclausura dentro de um escritório, trabalha o dia inteiro e volta; aliás, só consegue voltar pra casa 7:26 da noite de uma sexta-feira (segundo EXIF).

A foto foi tirada na Vinicius de Moraes, em Ipanema, no mesmo dia em que tirei as fotos do post Brainstorm Photoshooting. Espero que gostem, depois coloco link no flickr para ela para que vocês possam ver em tamanho grande.

O ser humano precisa aprender a controlar suas ambições, suas vontades de ganhar mais, o incansável prazer do sucesso nos domina, de forma com que nós sempre ganhamos a batalha, mas perdemos a guerra. O engraçado é que sabemos disso, eu mesmo faço isso, mas ninguém faz nada para mudar. Talvez devessemos parar tudo e observar à nossa volta, com certeza aprenderíamos muito com as crianças.

Contrastes urbanos

Velocidade: 1/6 seg
Diafragma: ƒ/2.0
ISO: 200
Distância focal: 50mm
Lente: EF50mm ƒ/1.8

Brainstorm photoshooting

Tá aí uma coisa que eu nunca tinha feito e tive a oportunidade de fazer outro dia quando estava saindo de carro no banco do carona, na verdade eu estava com a câmera para fotografar outro motivo, mas o trânsito+tédio me fez pensar em algo pra fazer naquele meio-tempo. Colocar uma lente f/1.8 e tentar fotografar com o mínimo de ISO sem fash, no escuro, no movimento do carro.

Brainstorm. Brain em inglês significa cérebro e storm significa tempestade; portanto temos o brainstorm (que maravilha, uma tempestade de cérebro, ou melhor, de idéias). É um termo muito comum utilizado lá fora, eu traduziria como “psicografar idéias”. Photoshooting é seção de fotos; juntando os dois, temos algo como ‘fotografar o que vier na cabeça’, que foi justamente o que eu fiz.

Reparei que meu modo de fotografar mudou conforme o curto tempo foi passando nessa curta viagem; vendo as fotos agora, eu percebi que no início elas saíram mais escuras, conforme fui chegando no destino e o tempo foi passando, as fotos foram ficando mais claras, conseqüentemente melhores. Considero isso como um bom sinal, mas acredito que o ideal é tirar fotos boas em todas as partes do trajeto, elevar a fotometria ao ponto ideal desde o início do ‘ensaio’, desenvolver o olhar para ajustar a câmera.

Veja abaixo as fotos do ensaio, em ordem cronológica. Vocês concordam comigo que as últimas fotos ficaram melhores (ou menos piores) ?

Av. Oscar Niemeyer - Hotel Intercontinental

Ônibus 177 - São Conrado

Sheraton de São Conrado

Trânsito

Pessoas jogando vôlei na praia a noite

Ônibus do outro lado da rua

Hotel Ceasar Park

Ipanema

Hotel Marina

Praia Ipanema Hotel

Livraria Letras&Expressões

Rio Único

É legal fotografar um trajeto e depois ver ele em fotos, né?

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