Fotos da Lua como você sempre quis

Olá, bom dia de terça feira a todos! Esse post pretende dizer dicas legais para tirar fotos da Lua como você sempre quis.

Dependemos exclusivamente de nosso Astro para o sucesso, talvez aí esteja a maior dificuldade em conseguir fotos legais. Não é sempre que dá pra tirar fotos da Lua, pois ela precisa estar de uma certa forma “preparada” para as fotos. Eu fiz umas tentativas no domingo de madrugada e com o decorrer das fotos fui tomando nota dos detalhes mais importantes e da configuração ideal.

A parte da Lua:

  1. Lua cheia é mais fácil, quanto maior o tamanho dela e mais perto, melhor; obviamente;
  2. Se ela estiver muito brilhante, vai ser mais fácil fazer as fotos, mas não vai sair com muitos detalhes. Portanto: nem muito clara e nem muito escura;
  3. Sem nuvens na frente ou com nuvens, tente explorar cada uma das situações, lembre-se, não existe condição não favorável, sua imaginação está aí pra isso, use-a;
  4. Mesmo assim, o que eu quero dizer com esses 3 itens é justamente o que eu disse no primeiro parágrafo, ou seja, não é sempre que dá para fazer as fotos.

A sua parte:

  1. Tenha paciência, se estiver sem tripé tire fotos no modo burst;
  2. Um tripé é recomendado, mas dá para fazer boas fotos sem ele;
  3. Utilize a lente com maior distância focal que você tiver (óbvio né).

A parte da câmera (agora é que são elas..):

  1. ISO100 ou ISO200, evite passar disso para não granular a textura da superfície da Lua;
  2. Diafragma fechado, f/16 ou f/22 (por isso eu recomendo o uso do tripé), o diafragma fechado vai garantir os detalhes;
  3. Estando estes 2 parâmetros fixados, mexa no tempo de exposição e veja o resultado, é um pouco de tentativa e erro mesmo no início; você não tem parâmetro de comparação nenhum porque o fotômetro não irá ajudar muito, pois existe um breu e uma claridade muito forte, então quando ele fizer a média, não vai acertar 100%. O que você pode fazer é configurar o fotômetro para Spot, de forma que ele não faça a média por um todo, mas mesmo assim aconselho a não guiar-se muito pelo fotômetro;
  4. Coloque para bater em RAW.

A parte da pós produção (Lightroom e Photoshop, porque a Lua merece - agora é que são elas, parte II):

  1. Caso o céu não tenha saído preto, adicione um pouco de blacks, pois isso irá facilitar todo o trabalho de manipulação, tornando os elementos céu e Lua mais simples;
  2. Dê uma esquentada nos tons da foto, a Lua um pouco amarelada é sempre mais bonita (pelo menos na minha opinião!), exceto que você queira transmitir uma imagem muito natural;
  3. Fora isso, não mexa muito, mas sinta-se a vontade para fazer ajustes no contraste e no brilho, tomando cuidado para que o céu não deixe de ser preto;
  4. Como muitas objetivas causarem aberrações cromáticas nas arestas dos objetos, é válido que se corrija isso no Photoshop: você vai pegar a ferramenta seleção e fazer uma seleção certinha em volta da bola da Lua, depois vai no menu Selection > Contract e vai mandar contrarir 3px, em seguida vai inverter a seleção (Select > Invert) e apertar del para apagar tudo em volta! Certifique-se de que o background-color esteja preto. Entendeu? Caso não tenha entendido escreva nos comments para que eu faça de maneira ilustrada. Isso faz com que a borda da Lua fique limpa, sem blur e os malditos serrilhados!
  5. Caso seja de seu interesse, você pode pegar esta mesma seleção, inverter de volta, expandir 3px (estou fazendo o caminho inverso), fazer um novo layer da Lua (Layer > New Layer Via Cut) e adicionar um drop shadow de leve para dar a impressão de que a Lua está com uma áurea em volta dela, com uma transparência bem alta (cores sugeridas: laranja, vermelho, e o que sua imaginação permitir).

Bom, acabei. Estas são minhas observações e o trabalho que fiz com a foto abaixo, o resultado deste post é exatamente esse. Usei uma lente horrível da Tamron de 300mm que me deu uma aberração cromática absurda, corrigi no Photoshop com esses artifícios. Espero que gostem do post, provavelmente o próximo post será sobre carros.

Velocidade: 1/80 seg
Diafragma: ƒ/16
ISO: 100
Distância focal: 300mm
Lente: Tamron 70-300 ƒ/4-5.6

Como fazer fotos de raios e fogos?

Um post dedicado ao meu amigo Alexandre, que disse que vai fazer fotos de raios essa noite! Muito sugestivo para a metereologia de hoje. Pois após lê-lo, você vai esperar a noite chegar, pegar seu tripé e ficar na varanda da sua casa esperando um raio lhe torrar por causa do metal do tripé os raios aparecerem, ou então esperar a LDU ganhar novamente do Fluminense para tirar fotos dos fogos que os flamenguistas irão soltar (como eu estou engraçado hoje, nem te conto).

É o seguinte, o que acontece com a maioria das pessoas quando vão fazer fotos de assuntos que estão se mexendo muito rápido? Elas ficam nervosas, por ficarem assim elas colocam uma velocidade alta para bater as fotos e tentam clicar no momento em que o raio cai ou os fogos sobem, pois elas sentem mais confiança em velocidades mais altas. Acaba saindo tudo ruim, movimentos congelados, foto sem vida e dificilmente conseguem clicar na hora certa, então geralmente não sai nada na foto. O que você deve fazer é exatamente o oposto: com calma, você deve colocar a câmera no tripé, e deixar que a alta exposição faça o trabalho para você.

Então aqui vai a dica. Vou procurar ser breve:

  1. Tripé; sem tripé, nem pensar;
  2. Procure um bom lugar onde caia bastante raio (longe, de preferencia) ou onde os fogos estão subindo;
  3. A maioria dos raios, do contrário que se pensa, caem de lado, por isso você deve utilizar enquadramento horizontal e não dar muito zoom onde está caindo os raios;
  4. Geralmente o céu fica roxo quando o raio cai, um filtro polarizador pode te ajudar a manter a escuridão do céu;
  5. ISO400;
  6. Abertura do diafragma: f/11. Mas eu aprendi que quanto mais escuro, menor a abertura, pq vc tá falando pra usar f/11? Porque você vai deixar a câmera por um bom tempo expondo, veja o número 7;
  7. Tempo de exposição: você vai ajustar o tempo de exposição para que o fotômetro fique em menos 2 pontos, aponte o ponto central do viewfinder para a escuridão do céu para fazer a medição, pois quando o raio/fogos “chegar”, ele vai dar uma clareada ideal para que o breve tempo em que ele emita luz, o fotômetro fique no zero. Para isso coloque a câmera em movo Av (Canon) e pré-ajuste o fotômetro para -2, e a câmera calcula o tempo para você;
  8. Com o tripé posicionado e essas configurações, basta clicar e aguardar, clicar e aguardar, clicar e aguardar, clicar e aguardar, óbvio que sempre com consciência do que você está fazendo, deixe que os fogos façam a foto por você!

Para fogos, deve-se ressaltar duas dicas muito importantes!

  1. Você deve estudar quanto tempo em média um foguete demora desde o lançamento até ele apagar, feito isso, faça essa contagem mental e configure esse tempo na câmera e fotografe o próximo foguete. Os resultados serão surpreendentes porque você pegará exatamente o tempo do início ao fim, sinta-se a vontade para usar o modo BULB para isso;
  2. Cuidado com a fumaça, ela é sua inimiga, portanto pense rápido e mantenha a câmera preparada antes do foguetório começar!

A foto abaixo foi tirada na inauguração da árvore da Lagoa, em 2007. Cheguei lá cedo, armei o tripé e esperei, fiz a contagem de quanto tempo demorava pra subir o foguete anterior e ajustei o tempo.

Coloful explosions over the starring piece!

Velocidade: 8 seg
Diafragma: ƒ/22
ISO: 400
Distância focal: 18mm
Lente: EF18-55mm ƒ/3.5-5.6 (Kit)